Professor revela crise na Argentina após medidas econômicas de Milei
A crise econômica da Argentina tem se agravado nos últimos meses e gerado revolta na população após novas medidas econômicas do presidente Javier Milei.
O chefe de Estado tem sido cobrado após o “tesouraço” promovido nos gastos públicos, tornando-se alvo diário de protestos de estudantes, aposentados e diversas alas da sociedade.A situação do país sul-americano foi revelada pelo professor de espanhol Diego José Grativol Espínola, filho de argentino.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o docente, que vive no Brasil, entrevistou trabalhadores em Buenos Aires para denunciar o impacto das medidas de Milei.
A ideia da gravação, segundo ele, surgiu após o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), declarar intenção de adotar um modelo semelhante no Brasil.“Cansei de ver gente falando m*rda sobre meu país.
Uns dizem que Milei destruiu o país, outros dizem que ele salvou a economia.
Se você quer saber como é a Argentina em 2026, fique e tire as suas próprias conclusões [...] Se a vida na Argentina piorou, será que o tesouraço do Flávio não vai cortar seus direitos?”, questionou Diego José no vídeo.
Diego José Grativol Espínola, argentino-brasileiro professor de espanhol - Foto: Reprodução | @espanholtranqui Salários congeladosTrazendo dados sobre o cenário econômico, o professor de espanhol entrevistou um aposentado, uma artesã e um professor do ensino médio, sem os nomes identificados.
Entre os três, houve uma unanimidade: o poder de compra da população caiu drasticamente desde a implementação do plano de arrocho.Dentre as medidas econômicas, Milei congelou o salário mínimo e os valores repassados para as aposentadorias, além de extinguir a concessão gratuita de diversos medicamentos e o Fundo de Incentivo dos Professores (FONID).
A eliminação do Fonid ocorreu sob a alegação governamental de que a “educação pública causou danos ao fazer lavagem cerebral nas pessoas”.“Cada vez tem menos dinheiro na rua.
As aposentadorias foram congeladas e o salário mínimo também está estagnado, em um nível muito baixo”, disse o aposentado entrevistado.
“A primeira coisa que fizeram foi retirar nosso FONID, o incentivo docente que faz toda a diferença no orçamento”, completou o professor do Ensino Médio.Queda no poder de compraUm dos exemplos citados para ilustrar a perda do poder de compra foi a alta acumulada da batata e o aumento expressivo no preço da carne bovina.
Um dos entrevistados relatou que costumava comprar a proteína animal por cerca de 2.500 pesos e, atualmente, desembolsa perto de 30 mil pesos.“Saíamos para comer fora às vezes, mas tudo isso acabou.
Tudo se reduziu, porque eu consumo menos, compro menos e as pessoas do meu bairro passam pela mesma situação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.