Cinco organizações de MS tornam públicas suas emissões de gases estufa
Cinco organizações ligadas a Mato Grosso do Sul aparecem no Registro Público de Emissões da Fundação Getúlio Vargas com inventários referentes a 2025.
Copasul (Cooperativa Agrícola Sul-mato-grossense), Senai Empresa (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Eldorado Brasil Celulose, Grupo Pereira e Sistema Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgaram seus dados sobre gases de efeito estufa em um ano de participação recorde no Programa Brasileiro GHG Protocol.
Segundo reportagem publicada pela Folha de São Paulo, 757 organizações entregaram inventários no ciclo deste ano, 12% a mais que as 670 que reportaram dados de 2024.
Juntas, declararam 213 milhões de tCO₂e (toneladas de dióxido de carbono equivalente) em emissões diretas, 8,1 milhões relacionadas à energia adquirida e 1,18 bilhão de toneladas em outras emissões indiretas.
A tonelada de CO₂ (dióxido de carbono) equivalente é uma medida usada para colocar diferentes gases de efeito estufa em uma mesma unidade, permitindo somá-los e compará-los.
Nos inventários, as emissões são divididas em três grupos, chamados de escopos.
De forma simplificada, o escopo 1 é o que a própria organização emite diretamente, por exemplo, ao queimar combustível em veículos e equipamentos.
O escopo 2 está relacionado à energia que ela adquire, como a eletricidade usada nas instalações.
Já o escopo 3 reúne emissões indiretas da cadeia, que podem envolver transporte, resíduos, viagens a trabalho e deslocamentos.
Os números, porém, não servem para montar um ranking entre as cinco organizações, pois, além de atuarem em setores e escalas diferentes, elas não necessariamente incluem as mesmas categorias em seus inventários.
No Grupo Pereira, por exemplo, o escopo 3 abrange resíduos gerados nas operações, viagens a negócios, transporte e distribuição.
No Senai Empresa, o escopo 3 informado em 2025 corresponde a viagens a negócios.
Participação do agro - A Copasul declarou 6,7 mil toneladas de CO₂ equivalente em emissões diretas em 2025.
No escopo 2, relacionado à energia adquirida, foram 2,5 mil toneladas e, no escopo 3, aproximadamente 3 mil toneladas.
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