Organizações testam ferramentas de IA para ampliar impacto social
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Ao fim de uma jornada de formação iniciada em fevereiro deste ano, organizações do terceiro setor apresentaram 89 soluções baseadas em inteligência artificial para desafios enfrentados na área. As propostas foram desenvolvidas por participantes de 13 estados brasileiros durante a semana IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, realizada em julho, em São Paulo.
O projeto é uma iniciativa do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) , com apoio do Google.org e parceria técnica do Canal SabIAr, instituição que trabalha o uso ético e estratégico da tecnologia.
A formação foi estruturada para ajudar as organizações a incorporar a IA como ferramenta de ampliação do impacto social.
Ao longo do programa, equipes trabalharam na identificação de desafios e no desenvolvimento de soluções em cinco frentes: captação de recursos, gestão e preservação do conhecimento institucional, relacionamento com beneficiários, parceiros e doadores, automação de processos internos e monitoramento de resultados e prestação de contas.
Durante o encontro que marcou a etapa de testes do programa, os participantes passaram pelas fases de diagnóstico, ideação, prototipagem e validação, com acompanhamento de especialistas em inteligência artificial e inovação social.
"Pensamos a formação a partir dos desafios centrais das organizações sociais e estruturamos cada etapa para que elas saíssem deste encontro com algo concreto e efetivo, que pudesse ser implementado para melhorar o trabalho das organizações e, consequentemente, das causas que elas defendem", afirma Cássio Aoqui, fundador do SabIAr.
Entre as organizações que já estão implementando as tecnologias está a Casa Durval Paiva, referência no acolhimento de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas no Rio Grande do Norte .
A instituição desenvolveu um protótipo de IA para identificar precocemente sinais associados ao câncer infantil. A ferramenta orienta famílias sobre sinais de alerta, apoia a triagem inicial e facilita o encaminhamento para serviços especializados.
"Queremos reduzir a desinformação sobre os sinais do câncer infantil. Se conseguirmos diminuir esse tempo, podemos salvar vidas", diz Ana Jarvis, superintendente da Casa Durval Paiva.
O Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo), de Santa Catarina , também trabalha na implementação da solução desenvolvida durante o programa —uma ferramenta que identifica editais e programas compatíveis com seu perfil de atuação e apoia a captação de recursos.
"Antes da formação praticamente não falávamos sobre inteligência artificial dentro da organização. Agora, esperamos reduzir o tempo gasto na busca por editais e aumentar nossas chances de sucesso na captação de recursos", afirma Rafael Ruas, diretor financeiro do Cepagro.
A etapa de testes do IA.3 segue até dezembro. O Idis, o Google.org e o Canal SabIAr devem acompanhar os resultados e utilizá-los como base para novos ciclos de desenvolvimento do programa.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.