Uma ilha do Pacífico guarda centenas de moai e muitos ficaram na própria pedreira onde alguns ainda parecem nascer da montanha
A principal pedreira de Rapa Nui preserva centenas de moai, trincheiras e esculturas inacabadas que revelam como os gigantes de pedra eram produzidos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Nas encostas do vulcão Rano Raraku, em Rapa Nui, centenas de figuras de pedra registram quase todas as etapas necessárias para produzir um moai. Rano Raraku foi a principal pedreira dessas estátuas , fornecendo o tufo vulcânico usado em cerca de 95% das esculturas monolíticas conhecidas da ilha. Algumas permanecem ligadas à rocha, outras foram separadas e várias estão parcialmente enterradas, criando a impressão de que gigantes de pedra ainda emergem da montanha.
O vulcão oferecia extensas superfícies de tufo consolidado, material relativamente adequado ao trabalho com ferramentas de pedra. Os escultores Rapanui aproveitaram diferentes setores das encostas internas e externas, transformando o local em uma paisagem de oficinas que funcionaram durante muitas gerações.
Um levantamento tridimensional recente identificou 426 elementos associados a moai em diferentes estágios de produção. Em vez de uma única linha de montagem centralizada, a distribuição das áreas de trabalho sugere vários núcleos de escultura operando simultaneamente ou em períodos diferentes.
Os artesãos primeiro delineavam a figura diretamente na rocha e escavavam canais ao redor dela. A frente e as laterais eram trabalhadas enquanto uma faixa de pedra permanecia conectando as costas do moai ao substrato, funcionando como uma espécie de quilha.
Somente depois essa ligação era removida. A estátua podia então ser liberada, ajustada e preparada para deixar a área de extração. Obras incompletas preservadas em Rano Raraku permitem reconstruir justamente essas etapas que desapareceram nos exemplares terminados.
Este vídeo percorre Rano Raraku e mostra moai ainda ligados à rocha e outros preservados nas encostas.
Eles possuem corpos. Diversas estátuas erguidas nas encostas ficaram parcialmente cobertas por sedimentos acumulados naturalmente ao longo do tempo. Como pescoço e cabeça continuaram expostos, fotografias antigas ajudaram a popularizar a ideia equivocada de que seriam apenas enormes cabeças enterradas.
Escavações mostraram torsos completos sob a superfície, incluindo detalhes esculpidos. Também é importante não assumir que todos esses moai foram simplesmente abandonados enquanto aguardavam transporte. Pesquisas arqueológicas indicam que pelo menos alguns foram deliberadamente colocados em posição vertical dentro da própria área da pedreira.
Não necessariamente. Muitos moai terminados deixaram a pedreira e foram levados por antigas estradas até plataformas chamadas ahu , localizadas em diferentes pontos de Rapa Nui. Estudos experimentais e arqueológicos investigam como essas grandes esculturas puderam ser movimentadas verticalmente por grupos coordenados.
Por outro lado, escavações do moai 156 indicaram que ele foi instalado intencionalmente dentro de Rano Raraku. Um estudo posterior também encontrou evidências de cultivo e solos férteis na região, mostrando que a pedreira não era apenas uma fábrica de estátuas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.