Guimarães admite que pênalti 'ainda dói muito', mas diz que bateria de novo
Marcado por perder um pênalti na eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 — na derrota por 2 a 1 para a Noruega — Bruno Guimarães comentou hoje sobre o episódio em entrevista coletiva em Brisbane, na Austrália, onde a seleção está concentrada para amistosos da Data Fifa.
O volante do Arsenal admitiu que o lance ainda o machuca, mas garantiu que, se pudesse voltar no tempo, bateria novamente e quantas vezes fossem necessárias.
Este sentimento é muito ruim. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas nunca estamos prontos para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, uma cicatriz, está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido, mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com meus erros, que é o mais importante. Você muitas vezes aprende com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa aprender e seguir minha luta diária, meus sonhos
O mais importante para mim é que, se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder, vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida, mas obviamente não foi um momento legal. Sofri muito, mas é bola para frente. Não dá para mudar o passado e, sim, o futuro Bruno Guimarães
Durante a entrevista coletiva, Bruno Guimarães também foi lembrado sobre os questionamentos a Vini Jr por não ter assumido a responsabilidade da cobrança, já que se tratava da maior estrela da seleção brasileira que estava em campo. O volante, porém, isentou o companheiro de culpa e afirmou que o técnico Carlo Ancelotti já havia definido previamente que ele era o responsável por uma eventual penalidade.
"Muitas conspirações de coisas que não fazem o menor sentido. Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção e o professor determina quem vai bater e eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora tiveram jogadores que quiseram pegar a bola para bater, mas enfim, é muito normal isso acontecer. Um jogador pega, passa para outro até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais", declarou, complementando:
O Vini não era quem tinha que bater o pênalti, era eu. Foi o que foi delegado. Como falei, bati o pênalti e perdi. Poderia ter feito? Poderia. Enfim, aconteceu o que aconteceu e isso faz parte do futebol. A gente fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas no momento o pênalti foi delegado a mim. Acho que essa é a resposta que posso dar. Fico triste pelo que aconteceu. Não só pelo Vini, mas pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo Bruno Guimarães
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