Boxeador Prichard Colón, morto aos 33, teve hematoma subdural antes de entrar em coma; entenda
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Uma pancada ou a queda de um objeto pesado na cabeça podem causar o rompimento de veias cerebrais e desencadear um hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre duas camadas que revestem o cérebro (dura-máter e aracnoide).
Foi após um hematoma subdural que o então boxeador porto-riquenho Prichard Colón entrou em coma, em 2015, após uma luta. Golpeado várias vezes na parte posterior da cabeça, ele passou mal e desmaiou. No hospital, recebeu o diagnóstico de hematoma subdural e ficou em coma por 221 dias. Quando despertou, apresentava graves danos neurológicos .
Ele morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos. A causa da morte não foi informada pela família.
Em 2024, o ator Tony Ramos recebeu um diagnóstico de hematoma subdural. Com 75 anos à época, ele passou por cirurgia e se recuperou.
Segundo Ana Carolina Gomes, vice-coordenadora do Departamento Cientifico de Traumatismo Cranioencefálico da ABN (Academia Brasileira de Neurologia) e neurologista do Núcleo de Memória do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, um dos principais fatores para o desenvolvimento da lesão é o traumatismo cranioencefálico.
Pessoas que sofrem traumas recorrentes (boxeadores, por exemplo) e idosos com histórico de quedas frequentes estão no grupo de risco. Pessoas que fazem uso abusivo de álcool —e podem apresentar alterações na coagulação sanguínea— também são vulneráveis.
O uso de anticoagulantes ou antiagregantes —comuns em pessoas com histórico de infarto ou trombose — deixa o sangue mais fluido e aumenta o risco de sangramento.
A condição pode se manifestar de forma aguda —neste caso, geralmente é pós-traumático, secundário a um impacto significativo como um acidente, uma queda, uma agressão— em até 72 horas; subaguda, com sinais entre 3 e 21 dias, em média; e crônica, após mais de três semanas.
A neurologista explica que, nos casos agudos, o paciente apresenta sonolência profunda, redução da responsividade, forte dor de cabeça e déficits neurológicos focais como fraqueza muscular e dormência, além de dificuldades na fala e na marcha.
Devido à gravidade, o hematoma subdural agudo costuma exigir intervenção cirúrgica de emergência.
Quando o acúmulo de sangue é lento e progressivo, os sintomas surgem de forma arrastada e atípica, o que frequentemente atrasa a suspeita da lesão. A cefaleia é persistente, há episódios pontuais de confusão mental e uma sutil instabilidade ao caminhar.
"No caso de traumatismo craniano, é importante que seja feita uma avaliação em pronto-socorro. Na maioria das vezes os traumatismos não são graves, são leves e não têm indicação de internação ou abordagem cirúrgica", explica a médica.
"A mensagem importante é quando a gente deve se preocupar de fato depois de ter uma queda, um traumatismo cranioencefálico: se tiver perda de consciência, desmaio, crise convulsiva , vômitos, se ficar confuso, com fraqueza em alguma região do corpo, alteração de sensibilidade, dificuldade de fala. Esses podem ser sinais de alarme de que o traumatismo é mais grave.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.