Brasil olha para as urnas, mas a economia mundial continua se movimentando
Foto: Pixabay Ao longo do mês de outubro, como é tradição, o FMI publica o seu relatório de outono (no hemisfério norte) do World Economic Outlook .
Nesse material, além de atualizar suas projeções para o crescimento do PIB, da inflação e do comércio para as principais economias do planeta, a instituição também apresenta um conjunto de reflexões sobre as suas principais perspectivas para a economia mundial.
Embora a sociedade brasileira esteja quase que completamente focada nos resultados que podem sair das urnas, é importante darmos uma pausa e verificamos para quais direções os ventos da economia mundial estão soprando.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Pelo relatório do FMI, o grande evento macroeconômico desse ano (ao menos, até o momento) é o conjunto de conflitos no Oriente Médio, envolvendo principalmente Irã, Estados Unidos e Israel.
Para os grandes preços macroeconômicos, a Guerra do Irã tem gerado três choques principais: Devido às obstruções para o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz, o mundo passou a operar com os preços em patamares bem elevados para o petróleo e seus derivados, gás natural, fertilizantes e outras matérias-primas, como para o enxofre; Devido à centralidade desses produtos para diversas cadeias produtivas, um desdobramento direto foi a aceleração da inflação em diversos economias pelo mundo, com destaque para aquelas que são importadoras líquidas de energia; Para evitar que esse choque inflacionário se espalhe entre os setores econômicos, a economia mundial também tem acompanhado movimentos de elevação das taxas de juros, inclusive nos Estados Unidos.
Apesar desses choques adversos, o FMI ressalta que o crescimento da economia mundial demonstrou importante resiliência.
Na realidade, entre julho e outubro, a projeção do FMI para a expansão da economia mundial em 2026 passou de 3.0% para 3.1%.
Certamente, as desagregações são mais interessantes, com o FMI revisando para cima as projeções de crescimento de diversas economias.
O Brasil não está entre elas, mas o FMI claramente estava excessivamente otimista com os números brasileiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.