Após vitória de Lula, estrangeiros retiram R$ 2,8 bilhões da bolsa; entenda
Os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,8 bilhões em ações no mercado secundário (papéis já negociados) da bolsa brasileira na última segunda-feira (26), primeiro pregão após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo levantamento do Valor Data com dados da B3.
No mês, a categoria registra superávit mensal de R$ 13,3 bilhões.
Vale lembrar que, apesar da saída volumosa de capital estrangeiro da bolsa na segunda, ainda é o investidor estrangeiro quem lidera o saldo positivo da bolsa do início de 2026 até agora, com aporte de R$ 40,7 bilhões.
No mesmo recorte temporal: Investidores institucionais: retirada de R$ 48,1 bilhões Instituições financeiras: saída de R$ 1,5 bilhões; Investidores individuais: entrada de R$ 9,3 bilhões; Outros: saída de 541,8 milhões; No primeiro turno, porém, com Flávio Bolsonaro (PL) liderando ao fim da primeira parte do pleito, o cenário foi outro: uma entrada recorde de aportaram R$ 10,06 bilhões, o maior volume diário de compras de investidores não residentes em toda a série histórica, iniciada em 2012.
Até então, o patamar mais alto havia ocorrido em 9 de abril deste ano, quando a entrada líquida somou R$ 8,4 bilhões.
Com a saída dos "gringos" da bolsa, a euforia vista no mercado no dia seguinte à votação do primeiro turno — quando o Ibovespa superou os 209 mil pontos durante o pregão — deu espaço a um cenário negativo, com o principal índice de ações da bolsa brasileira tombando 13,88%, enquanto o dólar teve a maior alta diária em 27 anos.
O pregão também foi marcado pelo "circuit breaker", quando as negociações precisam ser paralisadas em razão da forte oscilação nos mercados.
O que motivou o movimento do mercado? A reação expressiva dos investidores refletiu o resultado das urnas, com a surpresa da virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O mercado vinha apostando na vitória do candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL).
Parte das expectativas estavam ancoradas na alternância de poder.
Ainda que os planos do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não tivessem claros sobre as propostas econômicas e como lidaria com a situação fiscal do país, havia uma esperança de que o senador pudesse dar uma atenção maior à saúde da dívida pública e à contenção de gastos no país.
Soma-se a isso a própria composição do Congresso Nacional — mais alinhada a pautas de centro-direita e direita.
Na avaliação do mercado, o desenho legislativo de uma vitória de Flávio e do novo congresso ampliaria a probabilidade de avanço de reformas e de um compromisso mais rígido com o ajuste fiscal, além de favorecer a governabilidade do senador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.