Quase 90% das empresas sofrem incidentes de segurança com IA agêntica
Nove em cada dez organizações no mundo sofreram ao menos um incidente de segurança envolvendo IA agêntica no último ano.
O dado vem de uma pesquisa global da ServiceNow divulgada nessa terça-feira (20), que ouviu mais de 3.700 líderes seniores de segurança e tecnologia em 20 países.
A exposição ao problema é ampla, mas a capacidade de resposta é limitada; apenas 36% das empresas que registraram incidentes conseguiram contê-los em menos de 24 horas.
Ainda mais crítico é o número de organizações com programas de segurança considerados defensáveis: apenas 13% do total, quando avaliadas em cinco dimensões (superfície de ataque, responsabilização, segurança desde a concepção, visibilidade e preparação para auditorias).
Leia mais: OAB avança em regras para IA jurídica e veda intermediação de clientes Governança que chega tarde demais O estudo, intitulado Deployed but ungoverned: the state of agentic security , revela que a maioria das organizações ainda governa a IA agêntica por meio de estruturas legadas.
Apenas 44% das equipes de segurança incorporam controles ao desenvolvimento de um agente antes de sua criação.
Para as demais, permissões e salvaguardas são implementadas depois que o agente já está em operação, uma abordagem reativa por definição.
A escala do problema agrava o risco.
Atualmente, 49% das organizações operam entre 100 e 999 agentes de IA, e 35% operam mais de 1.000, segundo o levantamento.
Mesmo assim, 29% das equipes de segurança já encontraram agentes em produção que nunca haviam sido registrados ou cuja existência era desconhecida, o que o estudo classifica como shadow AI em operação sem supervisão.
O diretor de segurança da informação (CISO) da ServiceNow, Ben de Bont , diz que os casos que ganharam manchetes em 2026 funcionam como alerta.
“As organizações não deveriam ter de escolher entre agir rapidamente e gerenciar riscos.
Aquelas que fizerem isso da maneira certa incorporarão a governança à implantação dos agentes desde o início, aproveitando os benefícios da IA sem perder visibilidade nem controle”.
IA agêntica supera velocidade de resposta humana A pesquisa também mapeia um desequilíbrio entre o ritmo de atuação dos agentes e a capacidade humana de reagir a falhas.
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