Preço do petróleo oscila com estagnação nas negociações entre EUA e Irã
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O preço do petróleo está oscilando nesta sexta-feira (14) com a indefinição nas negociações entre EUA e Irã , que mantém o tráfego paralisado no estreito de Hormuz , por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O barril Brent, referência mundial, começou a sessão em queda e caiu 1,21%, a US$ 86,02 (R$ 446,62). Porém, aos poucos, a cotação passou a subir e chegou a US$ 88,68 (R$ 460,44), alta de 1,85%, por volta das 5h (horário de Brasília). Depois disso, o preço baixou e estava a US$ 87,04 (R$ 451,92), por volta das 10h.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, refletia a mesma variação e era negociado a US$ 81,43 (R$ 422,79), valorização de 0,22% em relação ao dia anterior.
A oscilação ocorre pela estagnação nas negociações pela paz na região, após a semana ter iniciado com os mediadores Paquistão e Qatar tendo anunciado que um acordo estava próximo, o que não se tornou realidade. Somado a isso, navios que tentam atravessar o estreito de Hormuz foram atacados em toda a semana, causando a diminuição do tráfego na região e impedindo o escoamento da produção de petróleo.
Na quinta-feira, nove embarcações passaram pela estreita via navegável na entrada do Golfo, abaixo da média do mês, que está em 12, segundo a empresa de rastreamento de navios Kpler. A agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos WAM divulgou que dois navios da estatal Abu Dhabi National Oil Company foram atacados enquanto atravessavam o estreito na noite de quinta.
"Além da ameaça à infraestrutura energética da região, a capacidade do Irã de restringir a navegação pelo estreito é sua principal fonte de vantagem nas negociações", comentou Torbjorn Solvedt, analista-chefe para o Oriente Médio da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.
Os ataques levaram os EUA a endurecer novamente o discurso contra o regime iraniano. "Vamos aplicar medidas como nunca se viu na história do isolamento econômico de um país", ameaçou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em entrevista ao programa "Rob Schmitt Tonight", da Newsmax.
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O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que as Forças Armadas do país têm capacidade para manter uma presença naval na região a fim de fazer valer seu bloqueio retaliatório contra o Irã que causou graves prejuízos econômicos ao país.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.