Como foi a primeira cirurgia cerebral com assistência de inteligência artificial que removeu um tumor com sucesso
Pela primeira vez na história, uma inteligência artificial auxiliou uma cirurgia cerebral em tempo real.
Com a ajuda da tecnologia , os cirurgiões do Hospital da Universidade College de Londres (UCLH) puderam remover o tumor do paciente, Rhys Hibbert, com sucesso.
Há um ano e meio atrás, Hibbert tinha uma vida relativamente comum: dois filhos, era gerente de atendimento ao cliente e era saudável.
Inclusive, ele tinha o costume de fazer uma caminhada de cerca de 3 km todos os dias na hora do almoço.
Durante uma dessas caminhadas, no entanto, ele perdeu a consciência e convulsionou.
Após realizar um exame cerebral , Hibbert descobriu que tinha um tumor benigno de 11 mm, o tamanho de uma bola de gude, na glândula pituitária (hipófise).
Tumores e anomalias já são, na maioria das vezes, um problema.
A grande questão é que a do paciente estava muito próxima das artérias carótidas, que fornecem sangue ao cérebro, e dos nervos ópticos, responsáveis pela visão.
Conforme o tumor cresceu, ele começou a pressionar os nervos ópticos, fazendo com que a visão periférica de Hibbert fosse reduzindo.
Cada cérebro é diferente e não existe um manual de instrução específico.
E foi aí que a inteligência artificial entrou para ser a assistência que os cirurgiões precisavam.
Como uma inteligência artificial auxiliou uma cirurgia cerebral A cirurgia consistiu na inserção de um endoscópio, uma câmera fina acoplada a uma haste, através do nariz até a base do crânio.
O tumor estava escondido atrás de camadas de osso e de uma membrana resistente.
Com a incerteza sobre a anatomia, era difícil determinar o local mais seguro para removê-lo.
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