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A guerra anunciada de Lula contra a Meta de Mark Zuckerberg e outras big techs

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A guerra anunciada de Lula contra a Meta de Mark Zuckerberg e outras big techs

A primeira proposta citada no discurso de vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva foi a regulação das redes sociais, que, segundo ele, foram usadas para tentar interferir no processo eleitoral.

“Foi uma eleição em que vencemos a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las”, declarou.

“Nós não podemos ter empresas monstruosas de grandes, ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país, e tentando direcionar o resultado eleitoral. ” Embora nenhuma nova medida tenha sido anunciada por enquanto, a declaração dá uma dimensão institucional à disputa que já vinha acontecendo durante a campanha e que pode ser mais um ponto de atrito com o governo de Donald Trump nos Estados Unidos.

O alvo mais evidente é a Meta , empresa trilionária dona do Facebook , do Instagram e do WhatsApp , que esteve no centro de uma série de reclamações da campanha petista sobre o alcance de publicações e o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial.

A equipe de Lula acusou a empresa de impor restrições que prejudicariam o presidente e favoreceriam seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Continua após a publicidade O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , que determinou que a empresa garantisse tratamento isonômico aos candidatos na distribuição de conteúdo sob pena de multa de 500.

000 reais por infração.

A própria companhia admitiu que havia diferenças no tratamento das publicações de cada candidato, mas atribuiu os casos a falhas técnicas e negou que tenha atuado para interferir no resultado eleitoral.

Tensão com os EUA A discussão sobre regulação das redes sociais, no entanto, não se restringe às fronteiras nacionais.

Em 2025, o que motivou as sanções dos Estados Unidos a autoridades brasileiras , como o ministro do STF Alexandre de Moraes , não foi só o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a acusação de censura e violação à liberdade de expressão — o ministro havia ordenado a remoção de publicações e a restrição de contas em diversas plataformas.

Continua após a publicidade O presidente americano, Donald Trump, e o dono da Meta, Mark Zuckerberg Kevin Dietsch/Getty Images Continua após a publicidade Há também uma relação de proximidade de Trump, inclusive ideológica, com os magnatas donos das big techs, como Mark Zuckerberg (dono da Meta) e Elon Musk (dono do X).

Uma regulação mais rigorosa das redes sociais no Brasil pode, portanto, ser interpretada em Washington como mais um ponto de disputa.

Além das sanções a autoridades, o governo Donald Trump também impôs uma sobretaxa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros , citando “práticas comerciais desleais”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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