Boeing reduz prejuízo a US$ 116 milhões no 3º trimestre
A Boeing reduziu o prejuízo líquido para US$ 116 milhões no terceiro trimestre de 2026, ante perda de US$ 5,34 bilhões registrada no mesmo período do ano passado, informou a fabricante de aeronaves em seu balanço.
A redução do prejuízo refletiu o desempenho operacional superior dos segmentos e a ausência dos encargos registrados no programa 777X no terceiro trimestre de 2025. O retorno ao lucro operacional refletiu melhoria operacional e impactos favoráveis de volume. A margem operacional GAAP ficou em 1,5%, alta de 22,0 pontos percentuais em um ano.
A receita líquida alcançou US$ 24,19 bilhões, alta de 3,95% em um ano. A empresa atribuiu o avanço ao maior volume nos segmentos de defesa e serviços, parcialmente compensado por um mix menos favorável de entregas comerciais.
O fluxo de caixa livre foi de US$ 464 milhões, alta de 94,96% em um ano. A dinâmica de capital de giro foi parcialmente compensada por pagamentos do acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O capex (indicador de investimento da empresa) somou US$ 1,03 bilhão. A Boeing informou que os investimentos maiores nas unidades de Charleston e St. Louis explicaram o aumento de 16,61%.
A carteira de pedidos atingiu o recorde de US$ 745,43 bilhões. Segundo a companhia, o total abrangia mais de 6.300 aeronaves comerciais e cresceu nas carteiras comercial e de defesa.
A administração destacou a certificação da FAA (Administração Federal de Aviação) para os modelos 737-7 e 737-10 e a seleção pela Marinha dos Estados Unidos para o programa de caça F/A-XX. "Seguimos focados na segurança e na qualidade enquanto redobramos nossos esforços em uma execução enxuta e disciplinada para cumprir nossos compromissos e construir o desempenho duradouro que nossos parceiros esperam", disse Kelly Ortberg, presidente e diretor executivo da Boeing.
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