De mais de 1.500 lojas espalhadas pelo país ao encerramento completo em poucos meses: empresa de 77 anos chega à segunda grande crise com 14.639 trabalhadores
A segunda recuperação durou poucos meses no varejo: marcas, contratos e estoques foram vendidos ou liquidados em uma desmontagem acelerada.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em março de 1999, ainda havia vitrines de várias marcas ligadas ao mesmo grupo espalhadas por mais de 1.500 pontos comerciais. A Edison Brothers Stores voltou ao Chapter 11 com 14.639 trabalhadores e, em poucos meses, deixou de operar lojas, embora parte das bandeiras continuasse sob novos proprietários.
A primeira recuperação havia começado em 1995 e terminado em 1997. Menos de dois anos depois, vendas fracas, pressão financeira e dificuldades com fornecedores levaram a companhia novamente ao tribunal em 9 de março de 1999 .
Desta vez, a estrutura já era menor que no auge, mas ainda enorme para uma empresa em crise. A recuperação rapidamente se transformou em venda de divisões, liquidação de estoques e transferência de contratos de lojas.
O cadastro da Florida-UCLA-LoPucki Bankruptcy Research Database registra 14.639 funcionários antes do pedido , além de quase US$ 2 bilhões em vendas anuais.
Esse quadro atendia diversas bandeiras de roupas e calçados, muitas instaladas em shopping centers . A companhia não era uma única cadeia, mas um grupo que administrava formatos como J. Riggings, JW/Jeans West, Wild Pair e 5-7-9.
Uma decisão do Tribunal de Falências de Delaware registra aproximadamente 1.510 lojas na data do pedido. Os pontos estavam nos Estados Unidos, Porto Rico e Ilhas Virgens, o que mostra a dimensão geográfica da operação que precisava ser desmontada ou vendida.
Essa escala também explica por que o encerramento não ocorreu por uma única liquidação. Diferentes marcas, mercadorias e contratos tinham valores distintos e podiam atrair compradores separados.
Parte das lojas teve estoque liquidado; outras foi transferida com marcas ou contratos. Em abril, um grupo de liquidadores venceu a disputa para vender mercadorias de centenas de unidades, enquanto divisões como 5-7-9 e operações de tamanhos grandes encontraram compradores.
O efeito conjunto foi rápido: a Edison Brothers deixava de administrar os pontos mesmo quando algumas vitrines continuavam abertas com outro proprietário. O fim da empresa e o fim de cada marca, portanto, não aconteceram necessariamente na mesma data.
O registro judicial informa que, em 30 de julho de 1999 , a Edison Brothers já havia cessado todas as operações varejistas. Também tinha concluído a transferência, rejeição ou outra destinação de praticamente todos os contratos de suas lojas.
O processo de falência continuou depois dessa data, mas já sem a empresa administrando a antiga rede. Para o consumidor, a mudança essencial havia ocorrido: os pontos estavam fechados, liquidados ou sob outro controle.
A Edison Brothers havia sido fundada em 1922 e cresceu por décadas comprando e desenvolvendo redes especializadas. No auge, controlou milhares de lojas e até negócios de entretenimento antes de reduzir a estrutura na primeira recuperação.
A segunda crise foi definitiva para a companhia original.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.