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O que é a Febre do Nilo Ocidental? Entenda casos no Brasil e saiba como se proteger

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O que é a Febre do Nilo Ocidental? Entenda casos no Brasil e saiba como se proteger

O Brasil registra quatro casos confirmados de Febre do Nilo Ocidental em 2026, segundo o Ministério da Saúde. Dois diagnósticos foram identificados em São Paulo e dois em Santa Catarina. No estado catarinense, em Imbituba , um dos pacientes atingidos morreu em agosto. O país também acompanha a investigação de um caso provável no Piauí .

Em São Paulo , as autoridades registraram os diagnósticos em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, contou que havia viajado recentemente para a região amazônica. Ela já se recuperou. A outra paciente, de 18 anos, continua internada. As equipes de saúde ainda investigam onde ocorreu a infecção.

O cenário também chama atenção porque a doença não se restringe ao Brasil. O vírus do Nilo Ocidental, identificado pela primeira vez em 1937, em Uganda , circula em diferentes regiões da África , Europa , Ásia e das Américas , além de áreas do Oriente Médio e do Caribe . Na Europa, por exemplo, os registros de circulação do vírus e de casos humanos ocorrem há décadas.

A circulação do vírus envolve principalmente aves silvestres e mosquitos. Algumas espécies de aves são hospedeiras naturais e ajudam a manter o agente na natureza. O ciclo começa quando um mosquito do gênero Culex pica uma ave infectada. Em seguida, o inseto pode transmitir o vírus a outros animais e aos seres humanos durante novas picadas.

Pessoas e equinos são considerados hospedeiros acidentais. Isso significa que, em geral, eles não desenvolvem uma quantidade suficiente do vírus no sangue para infectar outro mosquito durante uma picada. Por isso, a transmissão entre pessoas não é a forma habitual de disseminação. Em situações excepcionais, porém, o vírus já foi associado a transfusões de sangue, transplantes de órgãos e transmissão da mãe para o bebê.

A grande quantidade de infecções sem sintomas dificulta a identificação da Febre do Nilo Ocidental. Estimativas indicam que cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam manifestações. Entre os demais casos, a doença pode provocar uma síndrome febril de início repentino. Segundo o Ministério da Saúde, os sinais incluem:

O período de incubação costuma durar de três a 14 dias após a infecção. Como esses sintomas também aparecem em outras doenças frequentes no Brasil, os profissionais podem ter dificuldade para identificar o vírus. Por isso, o histórico do paciente e a avaliação médica ajudam a definir quais exames devem ser realizados. A confirmação pode envolver a pesquisa de anticorpos IgM em amostras de sangue coletadas a partir do quinto dia após o início dos sintomas. Em casos com manifestações neurológicas, a equipe também pode analisar o líquido cefalorraquidiano.

Apesar de a maioria das infecções não provocar sintomas, uma parcela dos pacientes pode desenvolver uma forma grave da doença. Nesses casos, o vírus atinge o sistema nervoso central, aumentando o risco de encefalite, meningite ou meningoencefalite. O quadro também pode causar fraqueza muscular intensa, convulsões, alteração da consciência e paralisia.

O Ministério da Saúde estima que aproximadamente um em cada 150 infectados desenvolva condição neurológica grave.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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