Café sobe 4,58% em Nova York com colheita brasileira em ritmo lento
O preço do café café arábica ampliou os ganhos nesta terça-feira (18) e atingiu a maior cotação em seis meses e meio na Bolsa de Nova York.
O contrato futuro para entrega em dezembro avançou 4,58% e encerrou o pregão cotado a US$ 3,32 por libra-peso.
Segundo a Barchart, o ritmo mais lento da colheita brasileira tem limitado a oferta e contribuído para a valorização dos preços internacionais.
Dados da Safras & Mercado mostram que a colheita brasileira da safra 2026/27 estava 90% concluída até 12 de agosto, abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 94% dos últimos cinco anos.
Leia Mais Café fecha em queda em NY com avanço da colheita no Brasil Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira No café arábica, o avanço da colheita também está mais lento.
Até 12 de agosto, 86% da produção havia sido colhida, contra 95% no mesmo período de 2025.
Na Cooxupé, uma das principais cooperativas de café do país, a colheita estava 74,6% concluída até 7 de agosto.
O percentual também ficou abaixo dos 80,4% registrados no mesmo período do ano passado.
Açúcar A possibilidade de a Índia reduzir as tarifas de importação de açúcar impulsionou os preços da commodity nesta sessão.
O movimento ocorre diante da expectativa de aumento da demanda no país durante a temporada de festas e de sinais de aperto na oferta global.
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro de açúcar para entrega em outubro subiu 3,56% e encerrou o pregão cotado a 17,47 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a Barchart, o açúcar branco atingiu o maior valor em quinze meses, enquanto a cotação em Londres alcançou o maior nível em dezesseis meses.
A alta ganhou força após a Bloomberg informar que a Índia avalia reduzir as tarifas de importação para ampliar a oferta doméstica e conter os preços antes do período de maior consumo.
A possível mudança na política comercial indiana reforça as preocupações com a disponibilidade do produto no mercado internacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.