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Metrópole compacta é para poucos

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Metrópole compacta é para poucos

Recentemente, dois importantes urbanistas colocaram uma questão central para o futuro das cidades em lados aparentemente opostos: em um deles , o franco-colombiano Carlos Moreno defende “a cidade de 15 minutos” — conceito consagrado por ele e que dá título ao seu famoso livro, publicado BEĨ Editora (2025), sobre o valor da proximidade entre os locais de morar, trabalhar, estudar, consumir e acessar serviços esteja menos condicionado à necessidade de longos deslocamentos.

De outro, o francês Alain Bertaud — que integra o Conselho do Insper Cidades — nos lembra que a cidade não é inteiramente desenhada pelo planejador.

Preços da terra, oferta e demanda e decisões individuais também moldam sua forma e sua distribuição espacial.

Vejo verdades relevantes nos dois pontos de vista.

E é essa tensão que me acompanha quando participo da elaboração de planos diretores ou desenvolvo projetos urbanos: como planejar cidades que ofereçam proximidade sem fazer com que esse acesso se torne economicamente proibitivo? A proximidade tem valor.

Estar perto do trabalho, do transporte, dos serviços, do comércio e dos espaços públicos significa economizar tempo e ampliar oportunidades.

Contudo, quando uma localização muito desejada encontra restrições à produção de novos espaços, a oferta responde menos à demanda — e os preços sobem.

São Francisco (EUA) é um exemplo interessante.

A concentração de oportunidades, a geografia limitada e uma oferta habitacional pouco elástica, marcada por muitas restrições físicas e regulatórias, ajudaram a elevar de maneira significativa o preço da moradia e a empurrar parte da população para áreas longínquas.

A pandemia e o trabalho remoto acrescentaram outra camada, mudando a relação entre moradia, emprego e localização, e contribuindo para o esvaziamento de áreas centrais.

Continua após a publicidade Mais um caso americano: Manhattan .

O ícone nova-iorquino apresenta outra dimensão.

Uma das localizações mais desejadas do planeta, concentra empregos, transporte, cultura e serviços em uma área relativamente pequena.

A possibilidade de construir verticalmente amplia a oferta de espaço, mas também encontra limites regulatórios e físicos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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