Só por Uma Noite – Crítica: Comédia romântica entrega química, humor e uma ideia ousada
As comédias românticas perderam espaço nos cinemas nos últimos anos e encontraram no streaming seu principal destino.
Algumas produções ainda conseguem furar essa barreira, mas muitas tentam misturar romance com ação ou outros gêneros para alcançar públicos diferentes.
Só por Uma Noite segue pelo caminho contrário.
O novo filme de Will Gluck assume sem vergonha aquilo que pretende ser e encontra em uma premissa absurda uma maneira divertida de renovar uma fórmula conhecida.
A história se passa em uma versão alternativa dos Estados Unidos na qual relações sexuais entre pessoas solteiras são proibidas pelo governo.
Cada cidadão possui um sensor no braço que identifica seu estado civil.
Existe, porém, uma exceção: durante uma única noite por ano, a regra é suspensa por 12 horas.
O resultado é uma espécie de Uma Noite de Crime voltada ao sexo, com cidades inteiras se preparando para aproveitar algumas horas de liberdade.
É nesse cenário que conhecemos Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner).
Ela é uma cantora cansada de encontros casuais que nunca levam a lugar algum e decide passar aquela noite sozinha.
Ele administra uma pizzaria e planeja aproveitar a ocasião com a namorada Malika (Maya Hawke), até descobrir que ela pretende ficar com o vizinho.
Os dois protagonistas se encontram por acaso, seguem caminhos separados e continuam esbarrando um no outro ao longo da madrugada.
Uma ideia absurda que funciona O roteiro de Travis Braun não tenta transformar sua premissa em uma análise política pesada.
Existem perguntas óbvias sobre como um governo conseguiria controlar a intimidade de milhões de pessoas, mas Só por Uma Noite entende que explicar cada detalhe acabaria prejudicando aquilo que realmente importa.
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