Randolfe diz que carta com teor golpista de Flávio é uma “afronta”
O líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) , disse nesta quarta-feira (28) que a carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é uma “afronta com graus de ridicularidade”.
A fala diz respeito à primeira versão do comunicado divulgado pelo candidato derrotado nas eleições presidenciais em que se autoproclama o “verdadeiro presidente do Brasil” .
Minutos depois, o senador republicou o texto nas redes sociais sem essa frase, mas afirmando ser o “líder do Brasil” e da oposição, mesmo que à distância nos Estados Unidos.
“É uma afronta porque é uma manifestação, não é uma manifestação de qualquer pessoa, é de um candidato à presidência da República derrotado, que vai para uma nação estrangeira, para uma potência estrangeira, e de lá incensa essa nação estrangeira contra o Brasil.
Além de ser triste, não tem precedente na história nacional de um candidato derrotado à presidência da República ofender o Brasil como ele está ofendendo.
É lamentável, sobretudo para os eleitores dele, sobretudo para a oposição”, disse Randolfe em entrevista a jornalistas no Senado Federal.
Leia Mais: Waack: Recuo de carta golpista não preserva capital de Flávio Eduardo cita Olavo e posta foto com Flávio após senador fugir para os EUA “Contestação não se sustenta”, diz coligação de Lula após carta de Flávio Até o momento, o Palácio do Planalto não comentou a carta de Flávio, no entanto, aliados do presidente Lula se posicionaram em discordância com as afirmações do filho de Jair Bolsonaro (PL).
A coligação composta pelo PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e PDT afirmou que Flávio “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira” , e que a contestação do resultado não se sustenta, visto que o pedido de prorrogação da votação, concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, foi solicitado pelo PT e PL.
Carta de Flávio Na carta, Flávio diz que viu, “estarrecido, uma fraude eleitoral se concretizar”, em referência ao resultado do último domingo (25).
A carta, no entanto, não apresenta provas de irregularidade na votação ou na apuração.
Flávio diz que a medida de Zanin, “ex-advogado do Lula”, permitiu “uma impossibilidade matemática”: Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.
Os dados oficiais não sustentam a tese .
Em nota divulgada na terça-feira (27), o TSE informou que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h.
Das 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até as 17h10, e 24.268 funcionaram depois desse horário.
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