"Motor" da IA racha a direita nos EUA e ameaça eleição vital para Trump
O "motor" físico da inteligência artificial - os data centers - virou um problema político nos EUA : a rejeição local a essas megaestruturas está crescendo e já começa a rachar a direita, com impacto direto em disputas eleitorais que importam para Donald Trump .
*Segundo a Axios, a oposição pública a novos data centers nos EUA virou o risco mais imediato para o crescimento da IA, por causa de preocupações com conta de luz, uso de água, obras gigantes e medo de perda de empregos.
*A mesma reportagem aponta um efeito dominó: eleitores pressionam, políticos endurecem regras ou travam projetos, a construção desacelera e falta "computação" para as empresas de IA seguirem melhorando modelos e produtos.
*Na Pensilvânia, o governador Josh Shapiro (democrata) assinou uma ordem executiva com exigências mais duras para desenvolvedores e acusou "desenvolvedores predatórios" de tentar "intimidar autoridades locais" para empurrar projetos no estado.
*No Texas, o governador Greg Abbott (republicano) - que antes celebrava o estado como "epicentro" da IA - mudou o tom: mandou reguladores cobrarem que data centers paguem o custo total da infraestrutura elétrica que exigem, pediu o fim gradual de incentivos fiscais e determinou auditorias antes de conectar projetos à rede.
*Abbott disse que "ganhar o apoio das pessoas nas comunidades locais é essencial" e que empresas do setor "cavaram a própria cova" ao avançar rápido demais sem convencer a população.
*Trump entrou no debate defendendo a expansão: disse que comunidades que rejeitam data centers "estão cometendo um erro" porque eles geram "muitos empregos e dinheiro" e afirmou que eles estariam construindo suas próprias usinas - embora parte dos projetos ainda dependa da rede elétrica.
*A Axios também relata que a irritação de eleitores com data centers já preocupa estrategistas republicanos em uma disputa vital para Trump em Ohio nas eleições para o Congresso de 2026, sinal de que o tema pode virar custo eleitoral para o partido em estados decisivos.
*Até aqui, a "guerra da IA" parecia uma disputa de chips, energia e China; agora, o gargalo pode ser mais básico: licença social para construir. É como tentar abrir um shopping enorme no bairro sem conversar com ninguém - a obra pode até ser legal, mas a vizinhança pode barrar na política.
*Se a infraestrutura emperra, a IA não "some", mas pode ficar mais cara e avançar mais devagar. E, quando isso vira tema de campanha, as regras mudam conforme o vento eleitoral - o que aumenta a incerteza para empresas e investidores.
*A Anthropic publicou uma pesquisa dizendo que o Claude conduziu campanhas de design de proteínas "quase sozinho", um passo importante para descoberta de remédios.
*Os modelos Mythos Preview e Opus 4.8 rodaram com um único prompt escrito por especialista, com acesso à internet e ferramentas.
*A empresa não fez o trabalho de laboratório: Twist Bioscience e Adaptyv Bio produziram as moléculas e mediram os resultados.
*Aqui a novidade é um modelo mais geral conseguir tocar boa parte do processo: na prática, é como ter um assistente que não só sugere ideias, mas também organiza a execução - e isso pode encurtar etapas em pesquisa.
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