Brasil adota 'modelo Gripen' para computadores da IA de China e EUA
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× (Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: Supercomputadores de IA ; o caso Discord ; Pix contra golpes ; Unico x Serasa )
O governo Lula quer adotar um "modelo Gripen" para os supercomputadores de inteligência artificial vindos dos Estados Unidos e da China, conta Helton Simões Gomes no novo episódio de Deu Tilt , o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, que trata de como a estratégia ganhou forma após viagem à China de servidores para participar da conferência de IA em Xangai.
A aposta, segundo os apresentadores, é reduzir o risco de depender de um único fornecedor —hoje, a norte-americana Nvidia— num cenário em que controles de exportação e disputas geopolíticas podem cortar o acesso a infraestrutura de computação essencial ao treinamento e operação de modelos de IA.
O que o governo quer fazer ao comprar esses dois supercomputadores, tanto dos Estados Unidos quanto da China, é criar um modelo Gripen da IA. Ou seja, eles não vão só comprar a máquina, instalar aqui e deixá-la rodando. Eles querem que as empresas que ganhem esses editais transfiram tecnologia. Não quer dizer transferir a arquitetura do chip, mas várias outras tecnologias envolvidas num supercomputador de IA: a forma como os sistemas rodam, o software, a formação de pessoal, formar pessoas para desenhar chips e semicondutores. Todo o stack de um supercomputador de IA pode ser transferido para o Brasil. Helton Simões Gomes
Helton diz que o plano passou a prever duas compras após a delegação brasileira participar da conferência em Xangai. Segundo ele, a ministra Luciana Santos afirmou que a mudança altera o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que antes pretendia comprar um grande computador.
O Brasil voltou de lá e decidiu comprar duas máquinas, uma americana e uma chinesa. Por enquanto, a certeza é que o computador a ser comprado vai ser da Nvidia. A forma como essa compra vai ser dada vai ser por meio de edital: eles vão contratar uma empresa que vai comprar da Nvidia em escala global e trazer o equipamento para o Brasil. Helton Simões Gomes
Diogo Cortiz relata que viu o lançamento do Atlas na feira e que a apresentação atraiu representantes de vários países interessados em entender a alternativa chinesa. Para ele, a diversificação não elimina a dependência externa, mas diminui o risco de ficar preso a um único caminho.
Foi um lançamento interessante: a Huawei se coloca como uma tecnologia com viabilidade técnica para suprir necessidades que antes eram supridas somente pela Nvidia. O Brasil faz um movimento correto, que é descentralizar a dependência. A gente não está eliminando a dependência, mas diversifica. Depender só da Nvidia é um risco estratégico de fato. E você cria um canal com a China.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.