Apesar de ter vendido ativos da Luggo, MRV acredita na locação no longo prazo
A forma como o brasileiro vai morar nas próximas décadas está mudando – e a grande transformação não virá de um novo material de construção ou de um método mais rápido de erguer paredes.
“A grande disrupção do nosso setor não é da forma de se fazer – é do consumo desse teto.
Se vai ser por compra, locação ou qualquer coisa do gênero”, afirma Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, em entrevista ao InfoMoney Entrevista .
Para Fischer, a locação institucional – modelo em que a incorporadora constrói, administra e aluga os imóveis, em vez de vendê-los – é a próxima fronteira do setor no Brasil.
O braço do grupo para esse negócio é a proptech Luggo, plataforma de aluguel por assinatura da MRV – que “veio de um ensinamento que a companhia trouxe dos Estados Unidos”.
O modelo, que é gigante nos EUA, ainda engatinha no Brasil e, para Fischer, o principal motivo se chama taxa de juros.
“Com 15% de taxa de juros, esse mercado não nasce.
Ele está adormecido”, afirma o executivo.
A Luggo já chegou a operar 4 mil unidades, mas o potencial, segundo Fischer, é muito maior.
“Quando o Brasil se rearranjar, essa indústria vai nascer e vai explodir.
A demanda está lá.” Ao mesmo tempo em que Fischer defende o potencial do modelo, a MRV&CO está, na prática, reduzindo sua exposição ao negócio.
Em julho, companhia assinou um memorando com a JiveMauá para estruturar a venda de ativos da Luggo – movimento que o mercado interpretou como mais um passo no processo de desalavancagem do grupo.
O desinvestimento, ainda que pontual, contrasta com o discurso de aposta nesse modelo de negócios e expõe a tensão entre a visão estratégica de longo prazo e a necessidade de fazer caixa em um cenário de juros elevados.
O executivo também disse que o perfil do comprador da MRV – cuja idade média é 31 anos e está adquirindo o primeiro imóvel – mostra que o sonho da casa própria continua forte, mas que a forma de acessá-lo está mudando.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.