Custo logístico no Brasil deve chegar a R$ 2,2 trilhões em 2026
Os gastos com logística no Brasil devem atingir R$ 2,2 trilhões em 2026, o equivalente a 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB).
A projeção é do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), que acompanha os custos do setor desde 2004.
O levantamento mostra que o país consolidou um patamar elevado de despesas com transporte, armazenagem e estoques — e que as empresas já se preparam para uma nova rodada de aumentos em 2027.
Em pesquisa realizada com mais de 100 grandes companhias industriais e varejistas, 69% dos entrevistados projetam aumento do custo de transporte no próximo ano, com alta média esperada de 9,6%.
Outras 44% esperam elevação das despesas de armazenagem, enquanto 31% preveem encarecimento dos estoques.
O peso da logística sobre os negócios também chama a atenção.
As despesas representam, em média, 9,5% da receita líquida das empresas pesquisadas.
No setor de materiais de construção, essa proporção chega a 19,8%.
Em tecnologia e telecomunicações, fica em 3%.
Continua após a publicidade Um dos principais responsáveis pelo encarecimento da logística nos últimos anos é o custo financeiro dos estoques.
Com os juros elevados, o capital imobilizado em mercadorias passou a representar uma parcela maior das despesas.
Esse componente, que equivalia a 2,9% do PIB em 2020, chegou a 5,6% em 2025.
Continua após a publicidade “O Brasil não está diante de um pico de custo logístico, mas de um novo patamar”, afirma Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo.
Segundo ele, a expectativa de novos aumentos de frete pressiona simultaneamente as margens das empresas, os preços ao consumidor e a competitividade da economia brasileira.
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