Uber reduz equipe global em 10% com demissão de 3.300 funcionários
A Uber demitiu 3.300 funcionários, cerca de 10% de sua equipe global, em um processo de reestruturação global da empresa. A companhia afirma que a decisão visa reduzir burocracia e acelerar decisões.
O corte de pessoal atinge cerca de 10% de toda a equipe global da companhia. Quase todos os funcionários afetados pela decisão já receberam a notificação de demissão, exceto os de alguns países que exigem ritos locais específicos.
Apesar do corte, a empresa disse que registrou um crescimento expressivo nos últimos cinco anos, triplicando o seu faturamento. No entanto, o CEO explicou que essa expansão rápida gerou complexidade excessiva, fragmentação de projetos e lentidão nas decisões.
Os recursos economizados com as demissões serão aplicados em novas frentes de crescimento. A Uber planeja investir mais em motoristas, entregadores, comerciantes e no desenvolvimento de tecnologias para carros autônomos.
A Uber eliminou quase todo o trabalho à distância. A partir de agora, apenas cerca de 1% dos funcionários poderá trabalhar totalmente à distância, e a empresa exigirá a presença física de três dias por semana no escritório.
A reestruturação eliminou metade das chamadas "microequipes" de trabalho. O objetivo é reduzir cargos focados apenas em coordenação e aumentar a velocidade de execução das tarefas operacionais.
As três áreas de entrega da Uber serão unificadas em uma única divisão global. As divisões de restaurantes, varejo e vendas diretas passam a responder a uma só liderança para evitar sobreposição de funções.
A Uber registrou um lucro líquido global de US$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado foi impulsionado por um ganho contábil de US$ 1,6 bilhão decorrente da reavaliação de investimentos em participações societárias da companhia.
As reservas brutas de viagens da plataforma cresceram 24% no período, atingindo US$ 58 bilhões. A receita total subiu 12% em comparação com o ano anterior , somando US$ 14,2 bilhões, mesmo sofrendo impacto de mudanças no modelo de negócios.
O total de viagens globais feitas pelo aplicativo aumentou 18%, somando 3,9 bilhões de corridas. Esse avanço foi puxado pela alta de 16% na base de usuários ativos mensais e pela maior frequência de uso do serviço.
O fluxo de caixa livre acumulado superou a marca histórica de US$ 10 bilhões nos últimos 12 meses. No trimestre encerrado em junho, a geração de caixa livre ficou em US$ 2,8 bilhões, dando mais fôlego financeiro para investimentos futuros.
A empresa diz ter alcançado 72 bilhões de viagens globais em 2025, em mais de 70 países. Fundada em junho de 2010 em São Francisco, nos Estados Unidos, a companhia atua hoje em mais de 15 mil cidades. O aplicativo conta com mais de 200 milhões de usuários ativos e 9,7 milhões de parceiros pelo mundo, com registro de mais de 41 milhões de viagens e entregas por dia.
No Brasil, o app é usado por mais de 140 milhões de brasileiros. Desde que iniciou as operações no país, em 2014, já realizou mais de 17 bilhões de viagens.
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