Bênção de Papa e bi olímpico: braço direito de Zé Roberto, Boni celebra meio século no vôlei
Natural de Ribeirão Preto (SP), Boni fala das conquistas com o Vôlei Feminino Brasileiro Quando o ex-jogador Marco Antonio Di Bonifácio, o Boni, atendeu ao telefone em 2008 para ouvir o convite de José Roberto Guimarães, foi surpreendido.
O técnico da seleção brasileira feminina queria o ex-oposto na comissão técnica com uma função bem específica: estatístico.
O detalhe é que Boni, até aquele dia, não sabia da função e nem como trabalhar com o computador, ferramenta indispensável para analisar os dados das partidas. – Falei ao Zé Roberto que topava, mas ser estatístico para mim naquela época era a mesma coisa que me mandar para o Tour de France sem eu saber andar de bicicleta.
Esse era o problema.
Eu não sabia mexer em um computador – assumiu.
Zé Roberto Guimarães vai treinar time de Los Angeles Boni com o troféu do título da Copa Sul-Americana pelo Brasil Arquivo Pessoal O desafio foi aceito, mas exigiu uma verdadeira reinvenção.
Boni passou 45 dias em casa, digitando jogos e aprendendo a transformar cada ação de uma partida em informação.
Saque, direção da bola, recepção, ataque.
Cada movimento precisava virar dado para ajudar a comissão técnica a entender o jogo. – Fiquei 45 dias digitando jogo em casa.
Quando digitava o saque, já estava saindo o ataque do outro lado.
Pensei que não ia dar conta, mas peguei o jeito.
Ele me chamou no Grand Prix e depois veio a Olimpíada – relembra Boni, que completa 50 anos de carreira no voleibol em 2026.
Boni na época em que era o estatístico da seleção feminina de vôlei Arquivo Pessoal A aposta de Zé Roberto na visão de jogo do amigo deu certo.
Como estatístico, Boni participou ativamente das conquistas do bicampeonato olímpico da seleção feminina, em Pequim 2008 e Londres 2012, além de cinco títulos de Grand Prix.
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