Coleta de DNA de familiares de desaparecidos começa nesta segunda
Familiares de pessoas desaparecidas podem doar DNA a partir de hoje em postos oficiais para ajudar na identificação e localização de desaparecidos.
Material genético pode auxiliar na localização e identificação de pessoas desaparecidas. A Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começa nesta segunda-feira e segue ao longo da semana. A ação terá 342 postos de atendimento distribuídos por todas as unidades da federação, segundo o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
Doação é gratuita, rápida e indolor, feita por órgãos periciais oficiais. A coleta é realizada com um cotonete na parte interna da bochecha e não exige retirada de sangue.
Material genético serve para comparar perfis de familiares com pessoas encontradas sem identificação, vivas ou mortas. Os dados são cruzados com bancos de DNA estaduais e o banco nacional, o que amplia as chances de identificação e de localização.
Ministério da Justiça também vai oferecer um ponto de coleta em Brasília. O posto vai funcionar no edifício-sede do MJSP, no Palácio da Justiça, no Distrito Federal.
Para fazer a coleta, é preciso ir a um posto com documento de identificação e dados do boletim de ocorrência do desaparecimento. O governo recomenda levar uma cópia do registro, mas diz que isso não é obrigatório.
Os familiares devem procurar os pontos de coleta definidos pelas Secretarias de Segurança Pública nos estados. Os locais podem ser consultados no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Quem já doou DNA em mobilizações anteriores não precisa repetir o procedimento. A orientação é priorizar familiares de primeiro grau para aumentar a precisão do cruzamento genético.
Ordem sugerida para a doação começa por pai ou mãe biológicos, depois filhos biológicos e o outro genitor, e por fim irmãos biológicos. Se não for possível seguir essa sequência, outros parentes podem ser considerados pelos peritos.
Crianças também podem doar material genético, desde que estejam com o responsável legal. Se o familiar não conseguir ir ao ponto de coleta, a orientação é procurar o posto mais próximo para avaliar como viabilizar o procedimento.
Doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta, mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido em outro estado. Nesses casos, a família deve avisar os profissionais no local para que a informação seja registrada corretamente.
Não há prazo limite para doar DNA, e a coleta pode ser feita a qualquer momento, independentemente do tempo de desaparecimento. A exigência é ter um boletim de ocorrência registrado; se não houver, a família deve procurar uma delegacia para formalizar o caso.
Se a pessoa desaparecida for identificada, um laudo oficial é enviado à delegacia responsável, que fica encarregada de contatar a família. O MJSP informou que, a partir desse contato, os parentes recebem orientação sobre os próximos passos.
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