Monica Benício: quem é a candidata pelo Senado no RJ?
Monica Tereza Azeredo Benicio (40), candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), disputa uma das duas vagas do estado nas Eleições de 2026.
Arquiteta e urbanista, Monica está no segundo mandato como vereadora do Rio de Janeiro.
Nascida e criada no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense, ela construiu sua trajetória política principalmente em torno dos direitos humanos, dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+, do direito à cidade e do combate à violência política de gênero.
A trajetória política de Monica foi profundamente marcada pelo assassinato da companheira, Marielle Franco, que era ativista pelos direitos humanos e coordenadora da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Ela se dedicava à investigação de denúncias sobre violência policial e à fiscalização da intervenção federal na segurança pública.
Marielle foi assassinada em março de 2018 a mando dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa.
Desde então, Monica passou a ocupar um papel público na cobrança por justiça e pela continuidade das pautas defendidas pela ex-vereadora.
Leia também: Assassinato de Marielle Franco foi motivado por política, racismo e misoginia, diz Moraes – Revista Fórum Em 2026, lançou a pré-candidatura pelo PSOL, em chapa com Vanderlea Aguiar como primeira suplente e Maria dos Camelôs como segunda suplente.
Em sua atuação parlamentar prévia, Monica atuou em temas como o combate à violência contra as mulheres, a proteção da população LGBTQIA+ e políticas urbanas de acesso a serviços públicos.
Ela entrou na política em 2020, quando foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL; em 2024, foi reeleita para o segundo mandato.
Atualmente, Monica ocupa a presidência da Comissão Permanente de Cultura da Câmara Municipal e integra a Comissão de Defesa da Mulher e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Ela também lidera, este ano, uma comissão especial voltada ao monitoramento de políticas e serviços públicos que impactam a vida das mulheres.
Entre os projetos associados à atuação de Monica Benicio estão normas voltadas à proteção da população LGBTQIA+, ao enfrentamento do feminicídio e à visibilidade lésbica, como a Lei nº 7.326, de 28 de abril de 2022, que instituiu o Programa de Apoio e Acolhimento de Pessoas LGBTQIA+ em situação de violência e/ou vulnerabilidade social.
Outra iniciativa é a Lei nº 7.291, de 7 de abril de 2022, de que Monica foi uma das autoras principais, que instituiu o Programa Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio.
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