Uma forma potente de abordar o silêncio
O livro de contos “De repente nenhum som” aborda o silêncio para mover personagens e histórias cheias de sobretons, como define o próprio autor.
É com imenso prazer que chamo o leitor da Fórum para este bate-papo com o escritor mineiro Bruno Inácio, em que conversamos sobre sua nova obra pela editora Reformatório.
Bruno Inácio é jornalista, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (1ª edição Sabiá Livros, 2ª edição Reformatório), escolhido como um dos melhores livros brasileiros de 2024 pelas revistas Úrsula e Variações e elogiado por veículos como Revista Cult, Bravo! e O Globo.
É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review, além de ter textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas.
Atualmente, trabalha em um romance que será publicado pela Reformatório.
Abaixo a entrevista: 1-“Um quadro negro ou um livro branco.
O professor ensina.
O escritor deseduca.
O silêncio numa sala de aula deve ser morte, na sua escrita pode ser vida, criação, originalidades”.
Comente a afirmação na sua escrita.
Durante o processo de escrita de “De repente nenhum som”, especialmente entre 2022 e 2023, fiquei bastante obcecado pelo silêncio.
Li muitas obras sobre o tema, mas, mais importante que isso, passei a observar de que forma o silêncio existia ao meu redor.
Entendi que eu vinha de uma família bastante calada e reproduzia muito do comportamento do não dito.
Identifiquei, nesses silêncios, a melancolia, o medo, a fuga do confronto, a ausência e a violência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.