Casal condenado por tortura em clínica de reabilitação de Ribeirão Preto é preso em Portugal
Casal condenado por tortura em clínica de reabilitação em SP é preso em Portugal A advogada Marluci Cabrera Bellini Henares, de 49 anos, e o ex-marido Djalma Antônio Henares Júnior, de 56, foram presos em Portugal após serem condenados por tortura contra internos de uma clínica de reabilitação que mantinham em Ribeirão Preto (SP) há 12 anos.
As prisões ocorreram em julho, cerca de um mês após o processo transitar em julgado, ou seja, tramitar em todas as intâncias sem a possibilidade de novos recursos no Brasil.
Com isso, eles passaram a ser considerados foragidos e entraram para a lista de procurados da Interpol.
Procurada para se manifestar sobre as prisões e a condenação, a defesa dos réus informou que não irá se pronunciar. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O Ministério Público confirmou ter solicitado a extradição dos réus para que cumpram a pena no Brasil.
"Eles não têm possibilidade de iniciar o cumprimento dessa pena em regime aberto ou semiaberto.
Obrigatoriamente é fechado e assim eles deverão cumprir pelo menos dois terços da pena para posteriormente progredir ao semiaberto", explicou o promotor de Justiça Aroldo Costa Filho.
Djalma Antonio Henanes Junior, preso em Portugal após ser condenado por tortura em clínica de reabilitação no Brasil.
Reprodução/EPTV Tortura em clínica de reabilitação As investigações sobre a clínica no Recreio das Acácias datam de agosto de 2014, quando o Ministério Público e a Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão no local.
Na ocasião, internos relataram sessões de espancamento com pedaços de madeira, agressões físicas e castigos humilhantes.
Um dos pacientes denunciou que foi obrigado a cavar o próprio buraco, onde permaneceu enterrado até a cintura, e forçado a caminhar nu diante de outros colegas como forma de "disciplina".
Durante a operação em 2014, as autoridades apreenderam cordas e pedaços de pau utilizados nos maus-tratos.
Diligências em clínica de reabilitação em 2014 denunciada por tortura em Ribeirão Preto (SP).
AcervoEP LEIA TAMBÉM Polícia prende funcionários de clínica suspeitos de tortura em Ribeirão Preto 'Saindo do inferno', diz paciente que alega ter sido torturado em clínica MP cumpre mandados em clínica para dependentes suspeita de tortura O processo judicial transcorreu por 12 anos até a confirmação das sentenças pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a condenação de 17 anos e seis meses de prisão.
Segundo Costa Filho, que atua no caso desde o início, foram ouvidos 24 ex-internos que relataram agressões físicas, uso de madeiras e violência sexual.
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