terça-feira, 27 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
› Inteligência artificial detecta tipo mais grave de infarto e localiza artéria bloqueada com alta precisão› FAPESP Week reúne pesquisadores nos Países Baixos para expandir cooperação científica› Exposição virtual alerta para o impacto da mudança climática nos recursos hídricos› Embraer reforça inovação aberta e mapeia 2 mil startups para acelerar aplicação de tecnologias› Instituto de Zootecnia está com inscrições abertas para mestrado em produção animal sustentável› 15º Encontro Nacional da Bovinocultura de Corte› 32º Curso de Verão em Genética› Movida tem lucro líquido de R$ 152 mi no 3º trimestre, alta de 117%› MOVIDA lucra R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 117,4%› Hypera registra lucro líquido de R$ 523 mi no terceiro tri, alta de 14,7%› Inteligência artificial detecta tipo mais grave de infarto e localiza artéria bloqueada com alta precisão› FAPESP Week reúne pesquisadores nos Países Baixos para expandir cooperação científica› Exposição virtual alerta para o impacto da mudança climática nos recursos hídricos› Embraer reforça inovação aberta e mapeia 2 mil startups para acelerar aplicação de tecnologias› Instituto de Zootecnia está com inscrições abertas para mestrado em produção animal sustentável› 15º Encontro Nacional da Bovinocultura de Corte› 32º Curso de Verão em Genética› Movida tem lucro líquido de R$ 152 mi no 3º trimestre, alta de 117%› MOVIDA lucra R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre, alta de 117,4%› Hypera registra lucro líquido de R$ 523 mi no terceiro tri, alta de 14,7%
Últimas

"Fjord": Palma de Ouro usa a câmera como tribuna contra o Estado

Terra ·
"Fjord": Palma de Ouro usa a câmera como tribuna contra o Estado

"Fjord" , do celebrado cineasta romeno Cristian Mungiu , conquistou a Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes e chegou à 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paul o como uma das maiores atrações do evento. Em todas as Mostras, a expectativa em torno de um Palma de Ouro é sempre elevada, e os filmes que ostentam esse "selo de qualidade" raramente decepcionam por completo, pois quase sempre reúnem virtudes estéticas e narrativas, ou abordam temas tão relevantes que se sobressaem. Quando todos os quesitos se alinham, costuma nascer uma obra-prima. No caso do longa de Mungiu ( "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" , 2007), é possível apontar alguns acertos temáticos, mas também equívocos graves, sobretudo na narrativa, que tenta manipular o espectador para que ele endosse as opiniões dos realizadores.

Na trama, o romeno Mihai Gheorghiu (um irreconhecível Sebastian Stan ) muda-se com a esposa norueguesa Lisbet (a sempre excelente Renate Reinsve ) e os cinco filhos para uma pequena cidade da Noruega. Pouco depois da família se instalar e as crianças começarem a frequentar a nova escola, uma professora nota hematomas no corpo de uma delas e decide acionar o serviço de proteção à infância do país nórdico, já que as marcas podem indicar maus-tratos por parte dos pais, conforme as regras previstas para casos do tipo. Após a avaliação dos profissionais do governo, a investigação policial preliminar e o depoimento das próprias crianças, decide-se que elas serão encaminhadas a uma família de acolhimento até que os processos criminal e social sejam concluídos. A medida inclui o caçula, ainda bebê.

A partir dessa premissa, "Fjord" converte-se em uma peça contra o Estado norueguês (e o europeu em geral), construída por um Mungiu que, em sua visão, retrata um sistema xenófobo e antirreligioso. A maior parte dos artifícios do filme serve para transformar leis e regras estatais em vilãs, empenhadas em destruir famílias e interferir nas escolhas religiosas dos cidadãos, ditando o que é certo e errado, o que é cristão ou não. Numa cena bastante significativa, logo no início, Lisbet é entrevistada em uma sala privada pela funcionária responsável por decidir sobre o afastamento das crianças. A câmera do cineasta permanece imóvel e enquadra as personagens de modo que se enxerga, pela janela de vidro, a bandeira da Noruega tremulando do lado de fora. Quando a funcionária interroga a mãe sobre possíveis agressões ou assume um tom mais duro, a bandeira se agita com violência, a ponto de o espectador ouvir o tecido chicoteando ao vento. Quando Lisbet responde, o pano "se acalma" no mastro. Trata-se, claramente, de uma alusão à mão pesada do Estado diante de uma cidadã supostamente inocente.

Outro indício evidente de que Mungiu prefere ver a religião, e não o governo, cuidando dos jovens surge em um personagem idoso, que vive sozinho, e está em uma cadeira de rodas. Visivelmente deprimido, o homem é, na leitura do roteiro, o produto do programa de bem-estar social norueguês, que, embora ampare bem as pessoas até o fim da vida, falha ao tratá-las em sua dimensão psicológica ou, quem sabe, espiritual.

Ler a notícia completa no Terra ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

Mais de Terra

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›