sexta-feira, 28 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Pesquisas detalham como o desmatamento impulsiona vetores de Chagas e leishmaniose na Amazônia Estudo sobre consumo de alimentos ultraprocessados na infância busca voluntários VÍDEO | Jogo de tabuleiro incentiva crianças a comer pescado Finep e Conselho Norueguês de Pesquisa promovem 5ª Chamada Conjunta Escola Sirius para Professores do Ensino Médio Novos dados, código aberto e o futuro dos geoportais municipais Cyberbullying raramente ocorre de forma isolada e funciona como extensão da violência escolar Quem é a NSX Brasil, controladora das casas de aposta Betnacional e Betfair Casas de apostas que são alvos da Receita mantêm atuação regular no Brasil Daniela Lima apresenta programa sobre as eleições de 2026 no Canal UOL Pesquisas detalham como o desmatamento impulsiona vetores de Chagas e leishmaniose na Amazônia Estudo sobre consumo de alimentos ultraprocessados na infância busca voluntários VÍDEO | Jogo de tabuleiro incentiva crianças a comer pescado Finep e Conselho Norueguês de Pesquisa promovem 5ª Chamada Conjunta Escola Sirius para Professores do Ensino Médio Novos dados, código aberto e o futuro dos geoportais municipais Cyberbullying raramente ocorre de forma isolada e funciona como extensão da violência escolar Quem é a NSX Brasil, controladora das casas de aposta Betnacional e Betfair Casas de apostas que são alvos da Receita mantêm atuação regular no Brasil Daniela Lima apresenta programa sobre as eleições de 2026 no Canal UOL
Brasil

Réplica de casa dos anos 1920 reluz no topo de prédio no Bexiga, em SP

Folha · Cotidiano ·
Réplica de casa dos anos 1920 reluz no topo de prédio no Bexiga, em SP

As camadas de história encobertas em construções, ruínas e paisagens, por Vicente Vilardaga

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Inaugurada em 2015, a casa é um elemento decorativo da paisagem urbana, sem qualquer uso prático. Possui um único ambiente, que abriga um pequeno museu com peças antigas, como balanças e bilboquês doados por moradores da vizinhança, livros e fotografias. Foi toda construída com material da época: Miguel obteve janelas, porta, telhas, tijolos, madeiramento do telhado e esquadrias no próprio Bexiga e com um amigo que havia feito a demolição de uma vila no bairro do Pari.

Para realizar seu sonho, Miguel investiu R$ 80 mil na época, o que seria cerca de R$ 140 mil atualmente. Houve um cuidadoso trabalho de pesquisa para reproduzir o estilo arquitetônico das casas centenárias do Bexiga. Ele contou com a ajuda de estudantes do Centro Universitário Belas Artes . Também tirou muitas fotos e consultou documentos para dar verossimilhança ao projeto.

No alto da fachada da casa há um brasão da família Miguel, de origem portuguesa, e um pequeno oratório com a imagem de Nossa Senhora da Aparecida. Diante da construção, há um gradil com portão de ferro trabalhado conforme o padrão dos anos 1920, além de um canteiro. O conjunto transmite autenticidade e respeito ao patrimônio histórico e à identidade do bairro.

"Embora esteja em cima de um prédio moderno de vidros espelhados, a casa resgata a memória de um lugar que desempenha um papel fundamental na formação cultural e arquitetônica de São Paulo", diz Miguel. "Amo o Bexiga e sempre gostei muito de coisas antigas. Tenho certeza de que ela traz um benefício para a cidade e atrai a curiosidade de quem anda lá embaixo, como os frequentadores da feira de domingo na praça Dom Orione."

Depois de construir a casa, o empresário planejou também colocar um carro no terraço. Costumava dizer que, sem esse veículo, o projeto não estaria completo. Inicialmente adquiriu um DKW 1965. Concluiu, porém, que o automóvel era novo demais para ficar estacionado diante do imóvel. Passou a procurar um modelo mais antigo e conseguiu adquirir um Ford A de 1931 com quatro portas de um fazendeiro do Paraguai. Restaurou o carro, que foi pintado de verde, e o ergueu até o topo do prédio em 2021.

Hoje o projeto está concluído e Miguel conseguiu o que queria: trazer de volta a atmosfera das residências paulistanas do início do século 20 e ajudar a preservar as lembranças do Bexiga para as futuras gerações. O local não está aberto para visitação do público, mas já foi locação de um filme e inspirou um livro infantil.

O plano de seu proprietário, assim que arrumar o museu, é fazer visitas guiadas periódicas para estudantes e grupos fechados. Segundo o empresário, mais do que uma construção cenográfica, a Casa Amarela representa um compromisso com a preservação da memória urbana.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente.

Ler a notícia completa no Folha · Cotidiano ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.

Mais de Folha · Cotidiano

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›