Pedaços de louças encontradas durante obra em rodovia do Paraná podem ter mais de 200 anos
Cinco sítios arqueológicos foram identificados durante as obras de duplicação e ampliação da BR-153, entre Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do Paraná.
Segundo análises preliminares, dos cinco sítios, quatro apresentam fragmentos de materiais arqueológicos que podem estar associados à segunda metade do século 19 e ao início do século 20 , ou seja, há mais de 200 anos.
Entre os materiais encontrados estão fragmentos de louças, vidros e porcelanas, possivelmente relacionados ao cotidiano das populações que ocuparam a região.
A existência de outros sítios com características semelhantes no entorno reforça a hipótese de que o atual traçado da rodovia possa ter se originado de uma antiga rota de deslocamento utilizada por cavalos e charretes.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná O quinto sítio foi identificado na chamada Pedra Criminosa, também em Jacarezinho.
Já reconhecida como geossítio por sua relevância geológica, a área possui ainda grafismos que estão sendo analisados pela concessionária e por especialistas em arqueologia, em tratativas com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
ANTT acompanha procedimentos de preservação O avanço das obras da BR-153 ocorre com acompanhamento da fiscalização da ANTT e deve observar as condicionantes do licenciamento ambiental e as medidas de proteção ao patrimônio histórico, à fauna, à flora e às comunidades localizadas no entorno do empreendimento.
Esse acompanhamento, segundo o órgão, busca assegurar que a ampliação da capacidade e a modernização da rodovia avancem de forma compatível com as obrigações ambientais e com a preservação das características das áreas afetadas pelas intervenções.
Assim que os materiais foram localizados pelas equipes da concessionária, as peças passaram por avaliação de especialistas e o achado foi comunicado ao IPHAN, que confirmou a classificação das áreas como sítios arqueológicos.
A concessionária iniciou o processo de retirada das peças, que deverá prosseguir nas próximas semanas.
Após análise, o material será encaminhado à Universidade Estadual de Maringá (UEM), em iniciativa voltada à preservação da história e do patrimônio cultural do Norte Pioneiro paranaense.
Paralelamente ao salvamento arqueológico, a EPR Litoral Pioneiro mantém o cronograma das intervenções, sob acompanhamento da ANTT, conciliando o avanço das obras com a preservação do patrimônio e o cumprimento das exigências legais e ambientais.
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