Review Phantom Blade Zero | Um jogo com lições que a indústria pode aprender
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira | 25/10/2026 às 21:00
É inegável que o grande destaque de 2026 é GTA 6. Para muitos, esse é o jogo mais aguardado, mas Phantom Blade Zero é um dos títulos que eu mais aguardava neste ano . A espera acabou, e depois de ficar impressionado com o que vi jogando lá na China por algumas horas , chegou o momento de ver se ele é realmente tudo isso.
Phantom Blade Zero é o primeiro título AAA do estúdio chinês S-Game , que tinha maior foco em jogos mobile. O game foi feito por cerca de 150 pessoas e, se você não tem muita noção do tamanho de um estúdio, Diablo 4 foi feito por mais de 9 mil pessoas. Claro que joguei um exemplo extremo, mas jogos grandes de estúdios tradicionais tendem a ter centenas ou milhares de pessoas trabalhando neles.
Ou seja, a S-Game tem uma equipe enxuta, mas entregou um game que deixa muitos estúdios veteranos com uma pulga atrás da orelha, imaginando onde eles precisam melhorar .
Em Phantom Blade Zero, o jogador assume o papel de Soul, um espadachim habilidoso, conhecido, temido e respeitado no mundo do game . Um acontecimento importante logo nos primeiros minutos de gameplay dá a direção que o jogo vai tomar em toda a sua duração e traz a motivação principal para o protagonista.
A história de Phantom Blade Zero é cheia de personagens que aparecem no decorrer da jornada, cada um com um background rico. Por isso, são muitos nomes e muitas histórias. Particularmente, tive dificuldade em entender o que estava acontecendo em alguns momentos, justamente pela enorme quantidade de personagens, clãs e acontecimentos importantes . Em um momento específico, Soul cita dois nomes e pergunta: "O que é tudo isso?" e eu me identifiquei com a questão dele.
O ponto central é compreensível, já que ela se desenrola em cutscenes (muito bem feitas, de altíssimo nível) , geralmente com os personagens de sempre. Mas o complemento da história é contado através de diálogos com muitos NPCs e documentos . É uma história interessante e intrigante, porque envolve traições, alianças, só que é difícil de acompanhar em sua totalidade. É como entender que, em Elden Ring, você precisa se tornar o Elden Lord, mas acompanhar os acontecimentos que levaram ao ponto central é bastante difícil.
Em geral, como costuma acontecer em muitos RPGs de ação, o mundo jaz em trevas. Quase todos os lugares estão devastados; muitas vítimas de tudo o que foi feito pelo vilão principal; locais destruídos e uma atmosfera pesada e melancólica na maior parte do tempo.
O mundo de Phantom Blade Zero é um espetáculo à parte em dois aspectos: direção de arte e gráficos . Este é um jogo feito na Unreal Engine 5 e tem visuais belíssimos , principalmente na versão de PC. A maior parte do game se passa em uma natureza vasta e exuberante com cores diferentes, montanhas por todos os lados e campos abertos, cachoeiras, rios e lagos, lembrando até a ambientação de Black Myth: Wukong, já que ambos têm a China como inspiração.
Existem ainda vilas com muitos interiores para se explorar, cavernas, florestas, entre outras ambientações, além de uma cidade enorme em um determinado momento do game.
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