BradSaúde (SAUD3) sobe forte após balanço do 3T e anúncio de dividendo bilionário
As ações da BradSaúde ( SAUD3 ) operam com forte valorização nesta quinta-feira (22), descolado da queda Ibovespa, após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026 e o anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos.
Por volta das 10h40 (horário de Brasília), os papéis da operadora de saúde subiam 5,19%, cotados a R$ 16,22.
O principal destaque do trimestre foi a sinistralidade consolidada, que ficou em 84,5%, com piora de apenas 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
O indicador, que mede a proporção da receita destinada ao pagamento de despesas assistenciais, ficou melhor do que o esperado por algumas casas de análise, embora as avaliações variem conforme as estimativas utilizadas.
O resultado chamou a atenção dos analistas Gustavo Miele e Danilo Valigura, do Goldman, diante da desaceleração adicional do reajuste médio dos planos de saúde, que avançou apenas 1,1% em um ano.
Segundo o banco, isso reforça a tendência de maior participação, no portfólio da companhia, de produtos mais baratos, mas significativamente mais rentáveis, movimento impulsionado principalmente pelos planos para pequenas e médias empresas (PMEs).
Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira – Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho O banco também destacou que outras despesas ficaram abaixo do esperado, somando R$ 208 milhões, queda de 24% na comparação anual, e contribuíram para o lucro acima das estimativas.
O banco afirma que investigará a recorrência dessa tendência na teleconferência de resultados marcada para o dia seguinte.
O resultado financeiro foi um dos pontos negativos do trimestre.
A receita financeira ficou em R$ 685 milhões, pressionada pela inflação mais baixa, já que 54% dos ativos financeiros da companhia são indexados ao IPCA.
A XP Investimentos também apontou o impacto da marcação a mercado relacionado à inflação, estimando que, sem esse efeito, o resultado financeiro teria ficado mais próximo de R$ 800 milhões.
O JPMorgan, por sua vez, considerou os resultados mistos.
Embora o lucro por ação tenha ficado em linha com sua estimativa, a receita financeira abaixo do esperado foi parcialmente compensada por despesas operacionais menores e por uma alíquota tributária mais favorável.
Diante disso, o JPMorgan acredita que o foco do mercado no curto prazo deve estar no pagamento de R$ 1 bilhão em dividendos, equivalente a R$ 0,34 por ação e a um retorno de 2,2%, e na continuidade do crescimento da carteira de pequenas e médias empresas (PMEs), que apresenta sinistralidade inferior à média.
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