El Niño pode deixar o seguro do carro mais caro? Entenda o impacto no preço
A intensificação do El Niño, que pode favorecer episódios de chuva forte, granizo, alagamentos e quedas de árvores em partes do Brasil, acende um alerta para os proprietários de veículos: a maior exposição a esses eventos pode encarecer o seguro automóvel? A resposta dos especialistas ouvidos pelo InfoMoney é que não existe uma relação automática.
Embora as seguradoras considerem os danos provocados por eventos climáticos na avaliação dos riscos, a previsão de uma temporada mais severa não basta, isoladamente, para provocar uma alta imediata dos preços.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou, no início de setembro, que o El Niño deve se tornar muito forte, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.
A entidade ressalva, porém, que os efeitos variam entre as regiões e que outros fenômenos oceânicos e atmosféricos podem reforçá-los ou enfraquecê-los.
No Brasil, um El Niño mais intenso pode elevar o risco de chuvas fortes, tempestades, granizo e alagamentos , principalmente no Centro-Sul.
Para o seguro automóvel, isso representa maior exposição dos veículos e a possibilidade de aumento no número de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro).
Leia mais : Seguro de carro, casa e outros bens terão novas regras para indenização Carlos Pelais, coordenador da Comissão de Automóvel do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), pondera, contudo, que “não existe uma relação automática e uniforme: os efeitos variam conforme a região, a intensidade dos eventos e a concentração de veículos nas áreas atingidas”.
Os eventos climáticos já representam uma parcela relevante das despesas do setor.
Em 2024, as seguradoras pagaram R$ 7,3 bilhões em indenizações relacionadas a esses episódios, segundo o Radar de Eventos Climáticos e Seguros no Brasil , elaborado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a consultoria EY.
O seguro automóvel respondeu por 19% desse montante.
Leia também: Classe C lidera o seguro automóvel, mas 71% dos carros ainda não têm cobertura Clima é apenas um dos fatores do preço O preço do seguro — tecnicamente chamado de prêmio — resulta da combinação de informações como: modelo e valor do veículo, perfil de utilização, local de circulação e pernoite, histórico de sinistros, índices de roubo e furto, custo dos reparos.
Eventos climáticos também entram nessa conta, sobretudo quando determinada região passa a registrar perdas com maior frequência e severidade.
Porém, “não é possível afirmar que uma previsão de El Niño provocará, isoladamente, uma alta imediata nos preços”, observa Pelais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.