'Falso médico' é preso suspeito de aplicar golpe amoroso de mais de R$ 640 mil contra mulher no Pará
Um homem investigado por aplicar um golpe conhecido como estelionato amoroso contra uma mulher paraense de 56 anos foi preso preventivamente nesta segunda-feira (31), no Paraná, segundo a Polícia Civil do Pará. Conforme as investigações, a vítima teve um prejuízo de R$ 641.071 em transferências e operações financeiras feitas depois que o suspeito estabeleceu um relacionamento afetivo com ela.
O investigado foi localizado em Jardinópolis, no Paraná, durante uma operação da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE).
Segundo a polícia, o homem teria se apresentado falsamente como médico e utilizado nomes e informações pessoais falsas para se aproximar da vítima. Depois de conquistar a confiança dela, teria passado a induzi-la a realizar sucessivas transferências bancárias.
Além do dinheiro, a vítima paraense também teria tido um carro e um aparelho celular subtraídos. Os dois bens foram localizados e recuperados pelos policiais durante a operação.
A investigação aponta ainda que o suspeito pode ter feito outras vítimas. Segundo a Polícia Civil, foram encontrados registros de ocorrências semelhantes em outros estados, envolvendo mulheres do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
De acordo com a investigação, o homem teria estabelecido um relacionamento afetivo com a vítima paraense e utilizado uma identidade profissional falsa para ganhar credibilidade.
A polícia afirma que ele usava diferentes nomes e informações pessoais ou profissionais perante as vítimas. O padrão de abordagem teria se repetido em outros casos.
As investigações indicam que o suspeito se aproximava das mulheres, criava um vínculo afetivo e, depois de conquistar a confiança delas, passava a obter dinheiro ou outros bens.
Ao todo, a Polícia Civil informou ter identificado três possíveis vítimas, de estados diferentes.
O prejuízo da vítima paraense não teria ficado restrito às transferências bancárias.
Segundo a Polícia Civil, o investigado também teria obtido fraudulentamente a posse do carro pertencente à mulher e seria investigado pela subtração do celular dela.
Os dois bens foram localizados durante a operação no Paraná e serão submetidos aos procedimentos legais antes de serem devolvidos à vítima.
A Polícia Civil também apura uma circunstância considerada grave no caso.
Segundo os investigadores, há indícios de que a vítima possa ter sido submetida, sem seu conhecimento, à administração de uma substância capaz de alterar seu estado de consciência ou discernimento. A suspeita é de que isso possa ter facilitado as subtrações patrimoniais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.