Milagres Tecnológicos
Se houve uma verdadeira campeã nestas eleições, foi a urna eletrônica acreana.
Das 2.270 máquinas principais, apenas 4 (sim, quatro!) pediram arrego — um pífio índice de 0,18%, deixando as outras 563 urnas de contingência pegando poeira.
No Brasil inteiro, a taxa de quebra foi de míseros 0,31%.
E para garantir que esses 613 mil eleitores pudessem apertar botões em paz, montou-se uma verdadeira operação de guerra: transporte grátis de madrugada na capital, Forças Armadas desbravando rios e matas em cinco municípios e quase 1.200 policiais militares espalhados pelo estado sob o olhar vigilante de 800 câmeras.
Tudo isso para quê? Para o nosso querido aplicativo Pardal registrar o de sempre: o bom, velho e imortal crime de boca de urna, com 10 denúncias no Acre.
Para coroar a festa da democracia, o STF resolveu dar uma “esticadinha” no horário de votação.
Resultado: o sistema de apuração, que já estava com a zerésima impecável e milhares de urnas fechadas, sofreu um engarrafamento digno de feriado prolongado.
Nada que ofuscasse, claro, a avalanche de processos no TSE — mais de 2.200 demandas judiciais, porque no Brasil, eleição boa é eleição com muito advogado envolvido.
O Quarto Ato do Lulapalooza Enquanto isso, no palco nacional, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provou que os 80 anos são os novos 40.
Arrematou seu quarto mandato presidencial, virando o jogo de forma espetacular sobre Flávio Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, Flávio sorriu na frente; no segundo, Lula engatou a quinta marcha, atraiu 51,79% dos votos válidos e deixou os 48,21% de Flávio na poeira, abrindo uma frente de mais de 4,4 milhões de votos.
O brasileiro, fascinado por um plot twist, até resolveu sair mais de casa: a abstenção caiu de 21,08% para 19,2%.
Respira, Marrento! Menos emoção e mais maracujá, senador.
Guarde a fúria no bolso que 2030 está logo ali, dobrando a esquina da história, com Tarcísio de Freitas no horizonte.
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