Ataques coordenados incendeiam loja 7-Eleven e ferem 3 na Tailândia; veja
Ao menos três pessoas ficaram feridas após uma série de ataques coordenados com bombas e incêndios atingir mais de 70 locais no sul da Tailândia durante o fim de semana. Os episódios ocorreram principalmente na noite de sábado (22), em uma região marcada há décadas por uma insurgência separatista.
Foram registrados pelo menos 78 incidentes em quatro províncias: 40 em Narathiwat, 21 em Yala, 15 em Pattani e dois em Songkhla. Os ataques tiveram como alvos prédios públicos, estabelecimentos comerciais, como lojas da rede 7-Eleven, veículos e postes de energia, conforme divulgado pelas autoridades locais.
Em Narathiwat, uma linha ferroviária foi atingida por explosivos, o que provocou a interrupção do serviço no trecho afetado. Autoridades também registraram incêndios em instalações do governo e outros pontos da região.
O governo tailandês impôs toque de recolher em Narathiwat e reforçou a segurança. O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul pediu às forças de segurança que adotassem medidas para proteger a população após os ataques.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques. As autoridades investigam a autoria e as possíveis motivações da ofensiva.
O sul da Tailândia, especialmente as províncias próximas à fronteira com a Malásia, enfrenta uma insurgência de longa duração envolvendo grupos separatistas ligados à população de maioria muçulmana e de origem étnica malaia. A região fez parte do antigo sultanato malaio de Patani antes de sua incorporação formal à Tailândia, em 1909. O atual ciclo de violência ganhou força a partir de 2004.
Desde então, mais de 7.800 pessoas morreram em episódios relacionados à insurgência nas províncias do extremo sul do país, segundo dados citados pela imprensa internacional. O principal grupo associado à insurgência é a Frente Revolucionária Nacional (BRN, na sigla em inglês), que defende maior autonomia ou independência para a região. O governo tailandês mantém negociações de paz com representantes ligados ao movimento na tentativa de reduzir a violência.
A nova onda de ataques ocorre, portanto, em meio a um conflito que permanece sem solução política definitiva e que já dura mais de duas décadas.
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