Vídeo parece mostrar 600 pessoas sequestradas em ataque a mesquita na Nigéria, dizem moradores
MAIDUGURI, Nigéria, 24 Ago (Reuters) - Um grupo armado divulgou um vídeo que mostra o que, segundo moradores, seriam cerca de 600 mulheres, crianças e idosos sequestrados durante um ataque a uma mesquita no Estado do Níger, na região centro-norte da Nigéria, na semana passada.
Sequestros em massa para obtenção de resgate se tornaram comuns em partes do noroeste e do centro-norte da Nigéria, onde gangues fortemente armadas frequentemente invadem vilarejos, escolas e rodovias e mantêm as vítimas em cativeiro até que sejam pagas grandes somas de dinheiro. Homens armados têm se expandido cada vez mais para o sul, além dos pontos críticos no norte.
O vídeo veio à tona dois dias após o sequestro mais recente, quando homens armados atacaram fiéis na mesquita da vila de Dekara durante as orações de sexta-feira, levando pessoas embora no que, segundo os moradores, foram ataques simultâneos a várias comunidades.
No vídeo, um homem armado falando em Hausa dirigiu-se às famílias dos reféns e as instou a identificar parentes entre as pessoas que aparecem nas imagens.
“Essas são todas as pessoas de vocês. Estamos mostrando este vídeo para que possam identificar seus familiares, seus pais, mães, filhos e parentes”, disse o homem armado.
A Reuters não conseguiu verificar a data exata nem o local onde o vídeo foi filmado. No entanto, não foi encontrada nenhuma versão mais antiga do vídeo publicada online antes de 23 de agosto de 2026.
Quatro moradores afirmaram ter conseguido confirmar a identidade de algumas das pessoas sequestradas.
“As pessoas no vídeo são de Dekara. Identifiquei 13 pessoas que conheço”, disse Ibrahim Abubakar à Reuters.
Outro morador, Abdulmutallib Muqaddas Dindi, disse que as pessoas que apareciam no vídeo foram sequestradas durante as orações. “Identificamos nossos anciãos, parentes, e alguns de nós vimos suas esposas e filhos no vídeo”, declarou ele.
A polícia e as autoridades não responderam aos pedidos de comentários na segunda-feira. A polícia havia confirmado anteriormente um ataque a fiéis na região, mas afirmou não poder verificar o número de pessoas sequestradas.
(Reportagem de Ahmed Kingimi em Maiduguri e Hamza Ibrahim em Kano; Reportagem adicional de Milan Pavicic)
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