Secador pode alterar a textura dos fios de cabelo; especialista explica como evitar danos
O secador de cabelos faz parte da rotina de muitas mulheres, principalmente nos dias mais frios, quando deixar o cabelo secar naturalmente nem sempre é uma opção. O uso frequente da ferramenta, porém, pode interferir na aparência e na textura dos fios quando o calor é aplicado de maneira inadequada.
Cabelos que antes tinham movimento podem ficar mais ásperos, opacos, ressecados ou difíceis de modelar, sinais que muitas vezes são associados apenas a produtos ou mudanças na rotina.
Segundo Tati Cordeiro, especialista em cabelos e CEO da MegaHairInvisível, o problema não está necessariamente no uso do secador, mas na forma como ele é utilizado. “O cabelo consegue suportar o uso do calor quando existe cuidado e controle da temperatura. O que pode comprometer a fibra é a exposição excessiva ou concentrada em uma mesma região. Quando isso acontece repetidamente, o fio perde água, fica mais sensibilizado e a textura começa a mudar”, explica.
Um dos erros mais comuns é aproximar demais o secador dos fios para acelerar a secagem. A temperatura elevada e a concentração do ar quente em uma área pequena aumentam a exposição da fibra. Também é importante movimentar o aparelho durante a secagem e evitar insistir diversas vezes na mesma mecha. “Muita gente aproxima o secador porque quer ganhar tempo, mas acaba concentrando calor demais. O ideal é manter uma distância segura, movimentar o aparelho e trabalhar o cabelo por partes, sem deixar o jato parado sobre uma única área”, orienta Tati.
A especialista também chama atenção para um sinal que pode passar despercebido: a mudança no comportamento do cabelo. Fios que começam a embaraçar mais, perder brilho, apresentar frizz ou ficar ásperos ao toque podem estar indicando que a fibra está mais sensibilizada. “Quando a mulher percebe que o cabelo já não responde aos mesmos produtos ou que a finalização não fica como antes, vale observar a rotina de calor. Nem sempre é preciso trocar todo o cronograma de cuidados. Às vezes, corrigir a maneira de usar a ferramenta já faz uma diferença importante”, afirma.
O protetor térmico também tem seu papel, mas não deve ser encarado como uma autorização para aumentar indefinidamente a exposição ao calor. “O protetor térmico é um aliado, mas ele não elimina os efeitos de uma temperatura muito alta ou de um uso inadequado. É uma camada de proteção dentro de uma rotina de cuidados, e não uma proteção absoluta”, explica a especialista.
Para Tati, entender esses sinais ajuda a preservar a qualidade dos fios sem abrir mão das ferramentas de calor. “Secador, escova e outras ferramentas fazem parte da rotina e não precisam ser encarados como vilões. O cuidado está em entender o limite do cabelo, controlar a temperatura e evitar uma exposição desnecessária. Quando o fio mantém sua integridade, ele responde melhor aos tratamentos, tem mais movimento e apresenta um acabamento muito mais bonito”, finaliza.
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