As estratégias da CVC para enfrentar a maior crise de sua história
A CVC foi a principal responsável pela popularização da compra de pacotes de viagem no Brasil.
Durante décadas, bastava entrar em uma de suas lojas, escolher o destino e deixar passagens, hospedagem e demais providências nas mãos da companhia.
Com a chegada da internet, porém, esse modelo perdeu espaço.
Plataformas digitais deram ao consumidor acesso direto a companhias aéreas e hotéis, facilitaram a comparação de preços e colocaram a montagem de um roteiro inteiro a poucos cliques de distância.
A dificuldade para acompanhar a nova realidade empurrou a CVC para a maior crise de sua história.
No segundo trimestre de 2026, o prejuízo líquido da empresa chegou a 51 milhões de reais, ante resultado negativo de 16 milhões de reais no mesmo período de 2025.
Houve melhora em relação aos três primeiros meses do ano, quando as perdas chegaram a quase 70 milhões de reais, mas os números continuam preocupantes — e põem em xeque um negócio que foi, durante muito tempo, a maior referência do setor de turismo no país.
O CEO Fabio Mader, à frente da CVC desde janeiro, atribui o momento difícil a uma combinação de fatores.
Segundo ele, a guerra no Oriente Médio provocou o cancelamento de cerca de 110 milhões de reais em vendas, enquanto a alta do petróleo encareceu o querosene de aviação e, por consequência, as passagens.
Os juros elevados e o endividamento das famílias também dificultaram a compra parcelada de viagens.
As turbulências recentes atingiram uma empresa que já tentava se adaptar às mudanças profundas no setor.
“A estratégia da companhia é reduzir a dependência desses fatores”, afirmou Mader em entrevista a VEJA.
Para a consultora especializada em marcas Paula Menna Barreto, a mudança no comportamento do consumidor exige que a CVC ofereça algo além da simples intermediação de reservas.
“Quanto mais simples a viagem, menor a necessidade da agência”, afirma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.