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Funk de direita? Como políticos conservadores usaram estilo de trilha nas eleições

G1 Pop & Arte ·
Funk de direita? Como políticos conservadores usaram estilo de trilha nas eleições

Funk de camapnha do Flávio viralizou entre os jovens Reprodução/Redes sociais Durante a campanha eleitoral de 2026, candidatos da direita passaram a usar jingles de funk para alcançar o público jovem e viralizar nas redes sociais.

A estratégia, no entanto, não conseguiu atrair nomes do gênero e foi alvo de críticas por uma possível hipocrisia.

Nomes como Eduarda Campopiano (PL), Nikolas Ferreira (PL), Lucas Pavanato (PL) e Flávio Bolsonaro fizeram diversos atos públicos tendo o funk como trilha.

Das 50 músicas mais ouvidas no país no domingo (25) de segundo turno, segundo o Spotify, seis eram canções de apoio ao candidato do PL à presidência ou com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os funks de direita viraram música-tema das campanhas e invadiram as caixas de som dos apoiadores antes e durante a apuração.

Mas uma proximidade de candidatos de direita com o gênero, como se deu principalmente nas eleições de 2024, não rolou em 2026.

Funk para engajar Roblox, fandoms e bloquinhos: a disputa entre Lula e Flávio na geração Z O funk ganhou espaço e foi hit entre os jovens que apoiam o candidato do PL.

Músicas populares tiveram suas letras adaptadas com mensagens de apoio ao candidato e críticas ao PT.

Uma das versões que mais ganharam destaque traz o refrão "Quem ficar parado é petista disfarçado", usado para incentivar o público a dançar e pular durante as manifestações.

O funk embalou atos de campanha de Flávio em diferentes cidades.

Em Vitória (ES), o candidato dançou ao som do funk em cima de um trio elétrico, acompanhado de aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

O uso do gênero conflita com discursos e posições de políticos de direita, que apontam uma suposta relação do ritmo com aquilo que classificam como uma narcocultura - conjunto de símbolos, valores e estéticas construídos em torno do tráfico de drogas..

Quando a hipocrisia no discurso é apontada, esses mesmos políticos dizem que suas críticas não são ao gênero em si, mas às letras de algumas canções e às festas de rua em favelas.

Em São Paulo, por exemplo, Lucas Pavanato celebrou sua eleição à Câmara dos Deputados ao som de funk.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.

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