Lula acena a evangélicos e diz que tomará decisão sobre bets
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 3ª feira (1º.set.2026) que pretende ouvir a sociedade antes de tomar uma decisão definitiva sobre as bets.
Segundo ele, o governo poderá realizar uma nova reunião ainda nesta semana para definir quais medidas serão adotadas.
“Antes de tomar qualquer decisão definitiva, eu queria ouvir a sociedade brasileira o que pensa sobre as bets” , disse Lula durante reunião com representantes de entidades da sociedade civil, empresas e igrejas.
Segundo a avaliação apresentada no encontro , as apostas têm impacto na saúde pública, nas relações familiares e no endividamento da população.
O presidente afirmou que a decisão deverá considerar os efeitos das apostas sobre as famílias.
“A maioria da sociedade tá perdendo com isso” , declarou.
Aceno a igrejas Entre os participantes, estava a pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, que representou o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.
Ela afirmou que igrejas têm recebido relatos de famílias afetadas pelas apostas virtuais e defendeu medidas mais rígidas.
Entre as propostas apresentadas estão restrições à publicidade, proteção de renda e benefícios, atendimento de saúde e assistência social, limites para apostas e perdas e verificação de identidade.
Patrícia afirmou que as igrejas defendem a atuação do Estado para proteger as famílias e classificou a expansão das bets como uma questão que exige políticas públicas.
Lula busca ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, que tem demonstrado preocupação com os efeitos das apostas.
A pauta também permite ao governo abordar o endividamento das famílias, tema que ganhou espaço no debate eleitoral de 2026 e que tem sido explorado pela oposição, especialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Governo avalia novas medidas Durante o encontro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as bets passaram a ser tratadas pelo governo como um problema de saúde pública.
Ele disse que a regulamentação e a fiscalização adotadas até agora não foram suficientes para enfrentar o problema.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.