BrasilAgro (AGRO3): Hora de desbravar a ‘Sudamérica’? CEO explica por que 80% das terras ficam no Brasil — e o que pode fazê-las valer mais
A BrasilAgro (AGRO3) vê espaço para continuar desbravando a América do Sul em busca de oportunidades, especialmente no Paraguai, mas o Brasil deve permanecer como o grande protagonista do portfólio da companhia.
Em entrevista ao Money Times , André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, afirmou que cerca de 80% do portfólio deve continuar concentrado no Brasil , principalmente pela maior liquidez do mercado de terras e pelas oportunidades que podem surgir em meio ao cenário de margens pressionadas e juros elevados.
Isso não significa, porém, fechar os olhos para os países vizinhos.
Questionado sobre o interesse em ativos estressados no Paraguai e uma eventual expansão para outros mercados da América Latina, Guillaumon afirmou que a companhia continua próxima de instituições financeiras em busca de oportunidades.
“O interesse existe sim [em ativos no Paraguai] e estamos muito próximos das instituições financeiras porque eu acho que nós podemos ser um off-taker (compradora dos ativos retomados pelos bancos) para eles.
Os bancos não querem ficar com terra de ninguém, eles querem receber e emprestar dinheiro.
Banco não quer ser produtor e nem vai ser”, disse.
Em maio deste ano, a BrasilAgro anunciou a venda de 921 hectares da Fazenda Morotí , sendo 501,5 hectares úteis, por US$ 1,5 milhão .
O negócio avaliou a área em cerca de US$ 3.062 por hectare útil , ante um custo original de aquisição de US$ 1.756 por hectare útil.
Por que não avançar mais pela América do Sul? Quando a discussão passa de oportunidades pontuais para uma expansão mais ampla pela região, Guillaumon adota um tom mais cauteloso.
O executivo destaca que a América do Sul deverá ter papel importante na expansão da produção mundial de alimentos nos próximos anos.
Se a BrasilAgro fosse exclusivamente uma produtora agrícola, portanto, faria sentido ampliar de maneira mais intensa sua presença nos países vizinhos.
O modelo de negócios da companhia, contudo, também passa pela compra, desenvolvimento, valorização e posterior venda das propriedades.
“Se falarmos de aumento de produção de alimentos no mundo, cerca de 40% virão da América do Sul nos próximos anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.