Governo vê canal com EUA reaberto, mas não descarta interferência eleitoral
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê um canal de diálogo reaberto e fortalecido com o telefonema realizado entre o mandatário brasileiro e o presidente americano, Donald Trump , nesta sexta-feira (21).
No entanto, integrantes do Planalto ainda não descartam uma tentativa de alguma interferência eleitoral.
No caso, não por parte de Trump ou da Casa Branca em si, mas de membros de escalões secundários mais próximos da família Bolsonaro, como o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Portanto, há uma avaliação de que ainda não se pode “baixar a guarda”.
Nesta sexta, Trump perguntou a Lula sobre a disputa , algo que aliados do brasileiro viram como uma “cortesia” por parte do republicano.
Lula teria se limitado a dizer que as campanhas já começaram e a defender o sistema eleitoral brasileiro.
Leia Mais Datafolha: Lula é desaprovado por 50% dos eleitores; 47% aprovam Trump volta a dizer que Irã não está pronto para fazer um acordo Planalto vê margem para aprovar 6x1 e PEC da Segurança antes das eleições A avaliação é de que a conversa protocolar sobre as eleições aconteceria de todo modo, independentemente do presidente do outro lado da linha, sem se estender em minúcias.
Até porque, para o Planalto, “Lula não precisa ficar se explicando” ou entrando em detalhes.
Para assessores no Planalto, a ligação dificulta manifestações de Trump sobre o processo eleitoral brasileiro.
Ainda assim, existe um receio sobre o que chamam de “redemoinho” nos escalões secundários do governo americano sob influência de Marco Rubio ou outras pessoas ligadas aos bolsonaristas nos Estados Unidos.
Segundo o Planalto Rubio ou outros assessores de Trump não foram mencionados na conversa entre os mandatários.
A ligação foi uma iniciativa do presidente Lula, na esteira de conversas com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, nas últimas semanas.
A conversa durou 1h20.
No momento da chamada, estavam presentes do lado brasileiro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e outros assessores.
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