Ataque de Israel mata seis em Gaza um dia após reunião com enviado dos EUA
Um ataque aéreo israelense matou pelo menos seis palestinos na Faixa de Gaza nesta terça-feira (18), segundo autoridades de saúde — um dia após Jared Kushner, enviado de Donald Trump, encerrar uma viagem à região que não conseguiu avançar com o plano do presidente dos EUA para acabar com a guerra em Gaza.
As Forças Armadas de Israel informaram ter realizado um ataque aéreo contra comandantes do Hamas e vários outros militantes.
Segundo o comunicado, um dos alvos havia participado do ataque a Israel liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.
Equipes médicas de Gaza relataram que, além dos seis mortos, outras 14 pessoas ficaram feridas quando a aeronave israelense disparou dois mísseis contra um pequeno café dentro do porto de pesca, na zona oeste da cidade de Gaza.
Leia Mais França vai expulsar diplomatas iranianos do país, diz chanceler Animais de zoológico em Gaza sofrem com os efeitos da guerra Ex-premiê britânico participa de reuniões sobre plano de paz em Gaza O porto transformou-se em um grande acampamento para famílias palestinas deslocadas durante a guerra iniciada em outubro de 2023.
O chão ficou manchado de sangue e repleto de escombros e calçados das pessoas após o ataque aéreo.
Inicialmente, os militares israelenses afirmaram que o ataque visava comandantes do Hamas que planejavam ações contra tropas israelenses em Gaza; posteriormente, informaram que vários outros militantes também haviam morrido.
Nenhuma prova foi divulgada.
Reuniões de Kushner Enviado de Trump se reúne com Netanyahu para discutir plano para Gaza | LIVE CNN Kushner, genro de Trump, deixou Jerusalém na segunda-feira (17) sem avanços significativos, após reunir-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
No dia anterior, ele havia se encontrado com mediadores e líderes do Hamas no Egito para discutir formas de aprimorar a implementação do novo roteiro de Trump para Gaza, enquanto Hamas e Israel mantinham suas exigências principais.
Após as reuniões, um representante do chamado “Conselho de Paz” de Trump — grupo responsável pela elaboração do roteiro — afirmou que Israel mantinha seu “pleno direito de autodefesa” e que não haveria “redistribuição de tropas” por parte dos militares israelenses até que o Hamas fosse desarmado .
Uma autoridade israelense afirmou que Netanyahu deixou claro que as forças armadas continuariam a operar em Gaza e que não haveria recuo das tropas de Israel.
O Hamas acusou Israel de tentar sabotar o plano de Trump para encerrar a guerra — ao qual tanto Israel quanto o Hamas haviam aderido no ano passado —, mas afirmou que o grupo palestino permanecia comprometido com o acordo.
O grupo informou que uma criança estava entre as vítimas fatais do ataque.
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