Eleição no Brasil pode decidir futuro de relações com Israel e Ucrânia
Além da definição política interna, as eleições brasileiras deste ano também podem determinar o futuro das relações diplomáticas do Brasil com Ucrânia e Israel — cujos laços estão prejudicados após desentendimentos causados pelas guerras na Europa e no Oriente Médio.
A posição pode ser alterada a depender de qual dos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas vença a disputa: o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou ruídos públicos com os dois países após críticas sobre a forma como ambos conduziam seus respectivos conflitos.
No caso da Ucrânia, Lula chegou a dizer que o presidente Volodymyr Zelensky seria tão responsável pela guerra quanto Vladimir Putin, que ordenou a invasão a Kiev.
Lula também fez críticas à contraofensiva israelense ao Hamas na Faixa de Gaza.
O presidente brasileiro chegou a atuação do país ao Holocausto promovido por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, que matou milhões de judeus.
A postura de Lula diante os conflitos afetou a relação diplomática entre os dois países, que há mais de um ano não têm embaixadores no Brasil.
No mundo da diplomacia, manter uma embaixada sem embaixador é visto como uma forma de diminuir o nível de importância na relação entre dois países .
A retirada de um embaixador pode acontecer ainda como uma forma de protesto político, indicando insatisfação.
Já Flávio Bolsonaro tem uma posição mais próxima a Israel.
Ele visitou o país em janeiro de 2026 para se encontrar com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e tem prometido alinhar a política externa brasileira a Israel a partir de 2027, caso seja eleito.
Embaixadas sem embaixadores O Brasil está sem embaixador em Israel desde maio de 2024, após o governo Lula retirar o diplomata Frederico Meyer do posto.
Mais de um ano após a decisão brasileira, a Embaixada de Israel no Brasil também ficou sem embaixador.
O último diplomata a ocupar o cargo foi Daniel Zonshine, que deixou o país em agosto de 2025 para entrar na aposentadoria.
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