Senado aprova aumento de pena para furto de combustíveis
O Plenário do Senado aprovou um projeto de lei que eleva as penas para furto e roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis.
O texto recebeu voto favorável do relator, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e segue para sanção da Presidência da República.
A votação ocorreu na 4ª feira (2.set.2026).
A proposta tipifica novos crimes ligados à aquisição e à comercialização de combustíveis obtidos de forma ilegal.
Entre os produtos abrangidos estão petróleo e derivados, gás natural, combustíveis líquidos, biocombustíveis e óleos lubrificantes retirados de locais de produção, armazenamento ou transporte, incluindo dutos e unidades de transporte em qualquer modal.
Penas e agravantes O PL 1.482 de 2019, de autoria do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ), estabelece pena de 4 a 10 anos de reclusão e multa para o furto de combustíveis.
A punição pode ser acrescida em ⅓ em situações como rompimento de obstáculos, participação de duas ou mais pessoas ou envolvimento de servidor público.
O aumento pode chegar a ⅔ quando o crime provocar desabastecimento, incêndio, poluição, lesão corporal grave ou morte.
O texto também pune quem adquirir, receber, transportar, armazenar, vender, distribuir ou utilizar combustíveis com ciência de que são produto de crime.
Para esses casos de receptação, a pena pode chegar a 8 anos de reclusão e multa.
Antes de ir ao Plenário, o projeto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e seguiu com pedido de urgência.
Segurança e investimentos Na avaliação de Randolfe, os crimes envolvendo combustíveis causam danos que vão além do prejuízo financeiro, como vazamentos, contaminação ambiental, incêndios e explosões.
O senador também associou o endurecimento das penas à proteção da cadeia produtiva de petróleo e à segurança dos investimentos no setor.
Randolfe citou a expectativa de descoberta de poços na Margem Equatorial, faixa litorânea que abrange Estados como Amapá, Pará e Maranhão.
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