Clínica psiquiátrica é interditada após pacientes serem encontrados trancados e em condições insalubres em MG
Fiscalização resgata sete pessoas que viviam em condições insalubres em clínica de Alfenas Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) Uma clínica neuropsiquiátrica foi parcialmente interditada após uma fiscalização identificar graves violações de direitos humanos e condições sanitárias inadequadas para o atendimento de pacientes em Alfenas (MG).
Sete pessoas foram resgatadas e o médico administrador, apontado como proprietário do local, foi preso sob suspeita de maus-tratos, sequestro e cárcere privado. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A Vigilância Sanitária Municipal lavrou auto de inspeção e determinou a interdição parcial da clínica, proibindo a admissão de novos pacientes.
Inspeção Fiscalização encontra condições insalubres em clínica de tratamento psiquiátrico em Alfenas Ministério Publico de Minas Gerais (MPMG) A operação foi realizada na terça-feira (18) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio de diversas promotorias, como Defesa dos Direitos Humanos, da Saúde e da Criança e do Adolescente, com apoio da Polícia Militar, Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, coordenadorias regionais de Defesa da Saúde e da Educação do Sul de Minas, e participantes de equipamentos da rede de atenção da saúde e de Assistência Social do município.
Também compareceu à clínica um perito criminal.
De acordo com o MP, em uma listagem fornecida pela própria clínica, havia 137 pessoas institucionalizadas no dia da fiscalização.
Entre elas estavam adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas com sofrimento mental e pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.
Segundo o MP, a inspeção foi planejada a partir de informações e denúncias sobre possíveis irregularidades na instituição.
"Constantemente recebemos denúncias de possíveis irregularidades sobre o tratamento dispensado, não só em questão de saúde, mas sobre violações de Direitos Humanos e também de condições sanitárias das pessoas que estão lá internadas.
Diante desta situação, foi realizada uma operação interinstitucional e, ao chegarmos lá, realmente foram constatadas situações graves", disse a promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos de Alfenas, Gisele Estela Martins Araújo.
Durante a inspeção, sete homens foram retirados do local.
As equipes encontraram estes pacientes mantidos em cômodos trancados pelo lado de fora com cadeados e alguns deles em ambientes considerados insalubres.
Entre os pacientes que foram retirados, conforme registrado na ocorrência policial, uma pessoa foi encontrada lesionada em um ambiente com fiação elétrica exposta, presença de fezes e urina e sem cama para acomodação.
Em outro cômodo, também trancado pelo lado de fora com cadeado, havia três pacientes acomodados em um espaço com fezes pelo chão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.