Ação da farmacêutica Moderna sobe 117% após avanço de vacina contra câncer
As ações da farmacêutica Moderna subiram 116,92% hoje após a divulgação de resultados positivos em testes de uma vacina terapêutica contra o melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele.
Ação abriu o dia a R$ 31,40 e atingiu um pico de R$ 41,45 hoje. Ontem, a cotação fechou em R$ 16,67.
Cotação atual é a maior desde julho de 2024, quando marcava R$ 34,47. No ano passado, o valor das ações ficou abaixo de R$ 10.
Moderna tem R$ 130,72 bilhões em capitalização de mercado. São 7,72 bilhões de ações em circulação.
O estudo clínico de fase 3 comprovou que a combinação da terapia intismeran com o anticorpo pembrolizumab traz benefícios clínicos reais contra o reaparecimento do câncer de pele. Os testes do estudo chamado INTerpath-001 envolveram pacientes com melanoma de estágio IIB-IV completamente removido por cirurgia. Esse tratamento adjuvante busca evitar o retorno da doença após o procedimento cirúrgico.
Este tratamento é a primeira e única combinação terapêutica a superar a eficácia do tratamento padrão atual isolado contra o melanoma. Os resultados demonstram uma melhora clinicamente significativa em comparação ao uso exclusivo do pembrolizumab, medicamento que hoje é a terapia de referência para a recuperação desses pacientes.
A terapia inovadora utiliza a tecnologia de mRNA para desenhar uma vacina sob medida a partir da impressão digital genética do tumor do paciente. O medicamento ensina o sistema imunológico a reconhecer e combater especificamente as células cancerígenas individuais. O método inovador deixa de ser um conceito teórico para se consolidar como uma nova classe de medicina oncológica.
As empresas farmacêuticas planejam expandir os testes da vacina contra o câncer para tumores de pulmão, bexiga e rins. A Moderna e sua parceira Merck pretendem apresentar os resultados da pesquisa para a comunidade científica e iniciar discussões regulatórias globais com órgãos de saúde pública. A tecnologia também será testada como monoterapia e em associação com outros medicamentos.
Por muitos anos, a ideia de que poderíamos pegar a impressão digital genética única do tumor de um paciente e usar o mRNA para criar um medicamento projetado especificamente para o câncer daquele indivíduo parecia ficção científica Stéphane Bancel, CEO da Moderna
Farmacêutica teve receita total de US$ 145 milhões no segundo trimestre de 2026. Isso representa uma leve alta em comparação aos US$ 142 milhões do mesmo período do ano anterior. O crescimento foi puxado pelos US$ 87 milhões em vendas nos EUA e US$ 58 milhões no mercado internacional.
Prejuízo líquido foi de US$ 800 milhões, com recuo de 5%. Houve queda de US$ 43 milhões frente às perdas do segundo trimestre de 2025, reduzindo o prejuízo por ação de US$ 2,13 para US$ 1,97.
O caixa e investimentos da Moderna recuaram para US$ 6,9 bilhões no segundo trimestre de 2026 devido a gastos operacionais e aportes em pesquisa. No primeiro trimestre, foram US$ 7,5 bilhões.
Investimentos em pesquisa diminuíram 7% no trimestre com a finalização de estudos clínicos avançados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.